sexta-feira, 17 de julho de 2015

Livro - "Cotas de televisão do Campeonato Brasileiro: apartheid futebolístico e risco de espanholização"

A distribuição dos recursos dos contratos de venda dos direitos de transmissão televisiva do Campeonato Brasileiro de futebol - as chamadas “cotas de TV” - é um assunto controverso e que gera, entre torcedores e profissionais da imprensa esportiva, a sensação de injustiça. O livro “Cotas de televisão do Campeonato Brasileiro: apartheid futebolístico e risco de espanholização”, fruto originário dos estudos do bacharel em Direito e jornalista Emanuel Leite Jr. para sua monografia em Direito e cujo material serviu de base para os projetos de lei 7681/2014 e 755/2015, aborda o tema sob os aspectos teórico e prático, a fim de contribuir para o enriquecimento do necessário debate sobre o assunto, como parte essencial de uma discussão ainda mais ampla, que é reestruturação de todo o futebol nacional.

Anteriormente, a divisão das cotas praticada pelo Clube dos Treze até 2011 ocasionava uma realidade injusta, que feria diretamente o Princípio da Igualdade - que, ao lado da Liberdade, seria, nos dizeres de José Afonso da Silva não apenas um princípio, mas um dos “valores democráticos”. Tal situação gerava uma brutal desigualdade. Fazendo surgir, assim, o que o autor denominou de “apartheid futebolístico”, em analogia ao que o Senador Cristovam Buarque tão bem definiu como apartheid social, quando analisou a triste realidade de desigualdade social e econômica do Brasil.

Posteriormente, já sob a realidade das negociações individuais, que trouxe a enorme distorção criada pela primazia dada a Flamengo e Corinthians, suscitou-se o receio do risco da “espanholização” do futebol brasileiro. Alusão ao injusto modelo de transação do Campeonato Espanhol, onde os direitos são negociados individualmente, e Real Madrid e Barcelona concentram pouco mais de 50% dos recursos televisivos.

Entretanto, enquanto no país ibérico o governo já anunciou – com o apoio da Liga Espanhola de Futebol Profissional (LPF) e a contragosto da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) – o Real Decreto-ley 5/2015, de 30 de abril de 2015, que passa a regulamentar uma negociação coletiva da exploração comercial dos conteúdos audiovisuais do campeonato espanhol a partir de 2016/17, no Brasil, o fosso entre os clubes deverá aumentar ainda mais. A Globo prepara um novo contrato para o triênio 2016-2018, aumentando substancialmente os valores oferecidos a Flamengo e Corinthians.

Partindo da mais básica fundamentação teórica, desde a supremacia da Constituição e o Estado Democrático de Direito, o livro busca lançar, sob a ótica de princípios constitucionais - como o princípio da igualdade, elemento fundamental de um Estado que se pressupõe democrático -, a questão da equidade sobre o tema das cotas de TV. Passando, também, pelo conceito de justiça, tomando como ensinamento o que John Rawls preconiza ao dizer que “a sociedade constitui um sistema de cooperação social equitativa entre pessoas livres e iguais”. Entendendo, então, a “cooperação social” como essencial à manutenção da competitividade, algo tão basilar à prática esportiva.

Em um segundo momento, tendo a teoria e a doutrina como sustentação, o autor passa à exploração do caso concreto. Uma vez tendo os pilares teóricos bem assentes, procurasse trazer o conhecimento teórico fruto de pesquisas bibliográficas interdisciplinares à prática, a bem dizer, à realidade do futebol brasileiro, trazendo para o debate a comparação com experiências bem-sucedidas (e as malsucedidas, do ponto de vista da preservação da equidade, tal qual o Campeonato Brasileiro) das grandes ligas de futebol europeias (as maiores ligas de futebol do mundo), símbolos de sucesso tanto no âmbito desportivo quanto no âmbito do grande mercado do negócio do futebol.

Raul Henry, vice-governador de Pernambuco e autor do projeto de lei 7681/2014, resume com precisão, em seu prefácio, esta obra: “É comum a percepção de que a imprensa esportiva tem o seu trabalho restrito à análise do jogo, à performance dos jogadores e aos bastidores dos clubes. Mas essa impressão superficial é totalmente desmentida quando temos acesso à pesquisa de Emanuel, objeto de sua monografia em Bacharelado em Direito, que agora se transforma em livro, e leitura acessível a todos os interessados no assunto. O texto de Emanuel deixa de lado as opiniões improvisadas e a crítica subjetiva, e mergulha na concepção dos campeonatos de futebol mais atrativos do mundo”.

Com o livro “Cotas de televisão do Campeonato Brasileiro: apartheid futebolístico e risco de espanholização”, Emanuel Leite Jr. não tem a pretensão de achar que o debate acerca do tema se encontra acabado e definitivo. Muito pelo contrário, o autor traz à público seus estudos e suas reflexões com a intenção de apenas contribuir no fomento da discussão a respeito do assunto. Para que no Brasil é possível uma nova realidade, uma nova distribuição de recursos, com mais equidade, proporcionando à competição máxima do futebol brasileiro um maior equilíbrio e, por conseguinte, maior competitividade.

Lançamento: 30 de julho de 2015
Horário: a partir das 19h30
Local: Winner Sports Bar - Rua Venezuela, 148, Espinheiro, Recife-PE
Preço: R$ 30,00
Contato: emanuel.leite.junior@gmail.com

segunda-feira, 28 de abril de 2014

E o sonho do título já não é tão real...

Ansiedade e tensão do próprio Liverpool e a muralha azul do Chelsea à frente de sua área foram intransponíveis para os Reds, que passam a não depender apenas de si para voltarem a ser campeões depois de 24 anos


O Liverpool nunca foi campeão da Premier League. Não vence o campeonato inglês há 24 anos. Sua arracanda na segunda metade da temporada fez com que os fanáticos torcedores, que se orgulham em cantar que os Reds “nunca caminharão sós”, criassem uma expectativa enorme. A ansiedade por um título que parecia impossível de ser alcançado, no início da temporada. A três rodadas do fim, em pleno Anfield Road, o Liverpool tinha o Chelsea pela frente. Era o jogo do título. Simbolicamente, claro. Talvez até pela força psicológica do ânimo reforçado por uma vitória que seria tão importante. Porém, diante da muralha azul do Chelsea em frente à área e sob muita tensão e ansiedade, os Reds fraquejaram. Os Blues jogavam por uma bola. Tiveram duas. E a equipe de Mourinho saiu vencedora: 2 a 0.

“Depois de 10, 12, 24 anos sem ser campeão, acreditar no título passa a ser como acreditar em Deus. Não há nenhuma comprovação científica que isso possa acontecer”, a frase é de Nick Hornby autor do livro Febre de Bola. A fila do Liverpool fez com que seus torcedores vissem o título inglês como uma miragem, quase um mito, algo que apenas a fé faria acreditar. E este sentimento se reflete no capitão da equipe, Steven Gerrard. Caminhando para o fim da carreira, Gerrard declarou, no começo da temporada, que se contentava em voltar a disputar a Liga dos Campeões. Nas últimas rodadas, com o clube na liderança da Premier League e colecnionando grandes exibições, o que se via em campo era um capitão emocionado com a perspectiva de ser campeão.

Contudo, a tensão e ansiedade da torcida e dos próprios jogadores iam aumentando à medida que o fim do campeonato se aproximava. E, mais uma vez, Gerrard volta ao centro das atenções. Quis o destino, em mais uma de suas finas ironias, que fosse o capitão o grande vilão da tarde em Anfield Road. Zero a zero prevalecia em campo, com o Chelsea se segurando na retranca. O meia tinha a bola perfeitamente dominada, mas falhou. Um erro que, em situação de pressão normal, um jogador do nível de Gerrard não cometeria. Mas cometeu. Demba Ba agradeceu o presente e marcou o 1 a 0 para os Blues.

Na segunda etapa, os donos da casa, naturalmente, intensificaram a pressão. Mas a equipe do Chelsea, taticamente muito bem armada por José Mourinho, resistia às sequentes investidas ofensivas do Liverpool. Nos acréscimos, quando os Reds já partiam no desespero, indo com tudo para o ataque, o castigo final. Contra-ataque mortífero do Chelsea. A bola sobrou para o ex-Liverpool - vaiado quando entrou em campo - ele levou com tranquilidade e tocou para o brasileiro William, que só teve o trabalho de encostar para o fundo de um gol completamente aberto.


Com a vitória de 2 a 0, o Chelsea não só arrefeceu o sonho do Liverpool, como volta à briga pelo título. Agora, dois pontos separam os Reds (80) dos Blues (78). Quem gostou do resultado foi o Manchester City. Os Citizens venceram o Crystal Palace, também por 2 a 0, chegaram a 77 pontos. Com um jogo a menos e um saldo de oito gols a mais que o Liverpool, a equipe de Manuel Pellegrini tem a faca e o queijo na mão para conquistar seu segundo campeonato em três anos.

domingo, 20 de abril de 2014

24 anos em quatro passos


Tempo e espaço são relativos e estão entrelaçados. Inclusive, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Foi o que nos ensinou o genial físico Albert Einstein, em 1905, quando apresentou sua Teoria da Relatividade. Pois bem, a torcida do Liverpool entende perfeitamente a teoria de um dos maiores gênios da humanidade. Os Reds vivem na pele a experiência prática da relatividade entre tempo e espaço. 24 anos. Esse é o tempo que o clube inglês não conquista o título nacional. Quatro rodadas. Este é o espaço que separa o Liverpool de seu 19º campeonato da história. São 24 anos em quatro passos. E o primeiro será dado hoje, às 8h (horário do Recife), frente ao Norwich, no Estádio Carrow Road.

Embora jogue fora de casa, o Liverpool é claramente favorito. Enquanto os Reds brigam pelo tão cobiçado título da Premier League, o Norwich luta contra o rebaixamento. Atualmente, os Canários, como o clube é conhecido, ocupam a 17ª colocação, uma acima da zona de degola. Apesar da aparente inferioridade do adversário, o capitão do Liverpool, Steven Gerrard alertou que seus companheiros precisam respeitar o Norwich. "Cada jogo está ficando maior porque estamos chegando perto da última partida da temporada”, afirmou à imprensa inglesa.

O jogador que está nos Reds desde os sete anos de idade e no time profissional desde 1998, inclusive, aludiu à virada histórica sobre o Milan na final da Liga dos Campeões de 2005. "O jogo contra o Manchester City sempre será grande porque eles estão na briga direta com a gente, mas o Norwich se torna agora o Manchester City. O Norwich se torna agora o Chelsea. É esta a dimensão. Temos que tratar o Norwich da mesma forma que tratamos o Milan em 2005. O futebol é assim. Não podemos pensar em cor de camisa”, enfatizou.

Jogos

8h
Norwich x Liverpool

10h05
Hull City x Arsenal

14h10

Everton x Man United

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O choro de Gerrard


Texto publicado no Superesportes desta segunda-feira, 14/04/2014. Capitão do Liverpool desde 2002, Steven Gerrard não conteve a emoção após a vitória de sua equipe sobre o Manchester City

Emanuel Leite Jr.

Como se mede a emoção de uma vitória? Quando entrou nas categorias de base do Liverpool, em 1987, Steven Gerrard tinha sete anos. Ao fim daquela temporada, os Reds celebraram seu 17º título inglês. Em 1990, veio o 18º e último troféu nacional. De lá para cá, veio o longo jejum, a criação da Premier League em 1992 e o Manchester United se tornando o maior campeão inglês (20 títulos). Gerrard se profissionalizou em 1998. Em 2002, passou a ser o capitão da equipe que defende por toda a vida. Ontem, ao fim da emocionante vitória de seu time sobre o Manchester City por 3 a 2, Gerrard não se segurou. Chorou como uma criança. O sonho de todas as crianças dos Reds em ver o Liverpool, finalmente, campeão. Ontem, o Liverpool assumiu a liderança isolada e depende apenas de si para sair da fila.

O confronto que era considerado uma final antecipada. Quem vencesse passaria a depender apenas de si para conquistar o título. Antes do jogo, uma homenagem às vítimas da tragédia do estádio Hillsborough, em 1989, quando 96 torcedores do Liverpool morreram. Com o apoio da massa que lotava o Anfield Road, os Reds entraram em campo de forma matadora. Logo aos cinco minutos, Suárez deu grande passe para Sturridge, que driblou o zagueiro e bateu para o gol. A pressão dos donos da casa era enorme. A goleada não veio por um acaso. Aos 25, o Liverpool ampliou com uma bela cabeçada de Skrtel.

Depois de dominar o primeiro tempo, os Reds voltaram do intervalo muito relaxados. O Manchester City se aproveitou disso e não se deu por vencido. Aos 11, após bela linha de passe, com a bola de pé em pé, David Silva diminuiu a diferença. Seis minutos depois, o espanhol voltou a se destacar, cruzou na área e Glen Johnson fez contra o gol de empate dos Citizens.

Com as duas equipes precisando da vitória, o jogo ficou ainda mais emocionante. O Liverpool sentiu o peso do empate e viu o City crescer, moralizado em busca da reviravolta. Aos 32, porém, um vacilo do zagueiro Vincent Kompany deitou por terra todo o esforço dos Citizens. O brasileiro Philippe Coutinho aproveitou a oportunidade e, de primeira, mandou belo chute para o fundo das redes de Hart. Era o terceiro gol do Liverpool. Da vitória. Da liderança. E da emoção. Que tomou todo Anfield Road e escorreu pelos olhos de Gerrard.

Resultados
Crystal Palace 1x0 Aston Villa
Stoke City 1x0 Newcastle
Sunderland 0x1 Everton
Fulham 1x0 Norwich
Southampton 0x1 Cardiff City
West Bromwich 3x3 Tottenham
Liverpool 3x2 Man City
Swansea 0x1 Chelsea

Hoje
15h45
Arsenal x West Ham

Top 5
Clube   P          J
Liverpool         77        34
Chelsea           75        34
Man City         70        32
Everton           66        33
Arsenal           64        33

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Diante do Liverpool, Arsenal tem prova de fogo



Se no Brasil, o domingo é tido como sinônimo de futebol, na Inglaterra esse dia é o sábado. E, hoje, a 25ª rodada da Premier League terá um dia repleto de grandes jogos, com os quatro primeiros colocados entrando em campo e a liderança podendo mudar de dono pela terceira rodada consecutiva. O grande jogo deste sábado acontece no estádio Anfield Road, na cidade de Liverpool, casa dos Reds - quarto colocado -, que recebe o líder Arsenal. O confronto acontece às 9h45 (horário do Recife) e tem caráter de prova de fogo para os Gunners que fazem uma temporada surpreendente e correm atrás do título que não conquistam desde a temporada 2003/04.

Campeão invicto em 2004 - pela primeira vez em 115 anos no futebol inglês - o Arsenal passou a ser alvo de chacota não só na terra da rainha, mas um pouco por todo o mundo do futebol. Dono de uma personalidade forte, o treinador Arsène Wenger - à frente do clube desde 1996 - põe em prática aquilo em que acredita: detectar jovens talentos, lapidá-los e transformá-los em craques, além do respeito ao fair play financeiro. E é nesse ponto que o francês é criticado por muitos torcedores. Ao defender que um clube não gaste mais do que arrecada, Wenger radicaliza, ao ponto de perder seus principais jogadores e, nem assim, contratar reforços à altura.

Desacreditado no início da temporada 2013/14, o Arsenal entrou na Premier League sem a pressão de brigar pelo título com os milionários Chelsea e Manchester City, além do campeão Manchester United. Porém, Arsène Wenger conseguiu, finalmente, montar uma equipe competitiva. Ao fim de 24 rodadas, o Arsenal é o clube que mais vezes liderou o campeonato inglês. São 18 rodadas no topo da competição, tendo ficado 12 seguidas entre a quinta e a 16ª. Desde que assumiu a liderança pela primeira vez, na quinta rodada, nunca ficou mais do que uma rodada fora do primeiro lugar.

Neste sábado, frente ao Liverpool, que no momento briga pela quarta vaga na Liga dos Campeões, porém ainda acalenta o sonho de conquistar o título nacional, o Arsenal terá que provar, mais uma vez, que tem condições de se manter à frente na classificação. O Liverpool, que já liderou a competição em três rodadas, não resistiu à maratona de jogos entre dezembro e janeiro, tendo caído para o quarto lugar e ficado oito pontos atrás do adversário de hoje. Contudo, os Reds têm o segundo melhor ataque da Premier League e contam com o artilheiro da competição, o uruguaio Luis Suárez, que vive sua melhor temporada no futebol inglês e marcou 22 gols em 19 jogos que disputou. A expectativa é de grande duelo em Anfield Road.

Torcendo contra os Gunners
O confronto entre Liverpool e Arsenal abre a 25ª rodada do campeonato inglês. Quando entrarem em campo, ao meio-dia (horário do Recife), Manchester City e Chelsea já saberão se poderão chegar à liderança ou não da Premier League. Portanto, antes de enfrentarem Norwich e Newcastle, respectivamente, Citizens e Blues estarão ligados no clássico de Anfield Road, à espera de um tropeço dos Gunners.

Dono do melhor ataque, o Manchester City desperdiçou a oportunidade de se fixar no topo da tabela na rodada passada. Depois de assumir a liderança na 23ª rodada, o City foi derrotado, em casa, pelo Chelsea, em jogo que recolocou os Blues vivos na disputa pelo título. Hoje, diante do Norwich, fora de casa, a equipe comandada por Manuel Pellegrini pode voltar ao primeiro lugar com uma vitória simples e um empate do Arsenal em Liverpool. Dono do melhor ataque da competição - 68 gols marcados - o City sobra no saldo gols, critério de desempate.

O Chelsea, por sua vez, recebe o Newcastle no Stamford Bridge. E, embora o técnico português José Mourinho adote o discurso de que sua equipe corre por fora e que Arsenal e City são os único favoritos, é óbvio que o clube do bilionário russo Roman Abramovich briga pelo título inglês. Mas, para assumir a liderança pela primeira vez nesta edição da Premier League, o Chelsea, além de vencer o Newcastle, terá que torcer por tropeço não só do Arsenal, mas também do City.

Jogos
9h45
Liverpool x Arsenal

12h
Man United x Fulham
Norwich x Man City
Chelsea x Newcastle
Southampton x Stoke City
Sunderland x Hull City
Aston Villa x West Ham
Crystal Palace x West Bromwhich

14h30
Swansea City x Cardiff City

Top 5
Clubes            P         J          GP      GC      SG
Arsenal           55        24        47        21        26
Man City         53        24        68        27        41
Chelsea          53        24        44        20        24
Liverpool         47        24        58        29        29
Everton           45        24        37        25        12

Rodadas na liderança

18
Arsenal

3
Liverpool

2
Man City

1

Tottenham

domingo, 12 de janeiro de 2014

Clássico sob a sombra de Eusébio



"A melhor homenagem que podemos prestar a Eusébio será vencer o Porto. Estou certo de que seria esse o seu desejo para este jogo", afirmou o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, poucos dias após a morte do maior símbolo do clube lisboeta. Tradicionalmente um jogo escaldante, devido à rivalidade que ultrapassa as quatro linhas do gramado e que envolve muito da história sócio-política portuguesa, o clássico entre Benfica e Porto de hoje ganhou contornos ainda mais emotivos. Afinal, este é o primeiro jogo dos encarnados depois do falecimento de seu ícone. Quis o destino que fosse justamente diante de seu arquirrival, no maior clássico português. E o clima que se criou pelos lados do Estádio da luz, palco do confronto, é de comoção total. A partida, válida pela 15ª rodada, inicia-se às 13h (horário do Recife).


Na última vez em que se enfrentaram, no dia 11 de maio de 2013, Benfica e Porto praticamente decidiram o campeonato português. Em jogo da penúltima rodada da temporada 2012/13, a equipe lisboeta teve a oportunidade de ser campeã no Estádio do Dragão, casa do Porto. Os encarnados saíram na frente. Um empate, deixava o Benfica com uma mão na taça. Mas aos 47 minutos do segundo tempo, um jovem brasileiro chamado Kelvin mudou os rumos do campeonato. O atacante marcou o gol da virada portista e sedimentou a conquista do tricampeonato azul e branco.


Passados oito meses, os dois rivais voltam a se encontrar. Desta vez, em jogo válido pela 15ª rodada, a última do primeiro turno da liga portuguesa. Curiosamente, as duas equipes chegam a este clássico empatadas na tabela de classificação. Ambas somam 33 pontos, com 10 vitórias, três empates e apenas uma derrota. Neste que tem sido o campeonato mais equilibrado da história do país, Porto, Benfica e Sporting viraram o ano de 2013 para 2014 empatados na primeira colocação. Fato inédito na liga, que chega à sua 80ª edição. Com o empate do Sporting, ontem, frente ao Estoril, o vencedor do clássico assume a liderança isolada. Novo empate, mantém o trio de ferro em igualdade pontual.


Ciente do clamor benfiquista pela homenagem ao Pantera Negra, o técnico Jorge Jesus, não deve ter, porém, todas as suas armas. O meia argentino Salvio e o atacante paraguaio Cardozo são baixas. Enquanto, de última hora, surgem informações de que Matic - já acertado com o Chelsea - não tem demonstrado vontade de alinhar na partida. Além deles, o comandante encarnado faz mistério com relação ao goleiro. Jesus esconde se o brasileiro Artur volta ao gol, depois de três jogos de ausência por lesão, ou se manterá o jovem esloveno Oblak, que vem muito bem na função.


Pelo lado dos Dragões, o herói do título, Kelvin, dificilmente será titular. O atacante tem sido pouco utilizado pelo técnico Paulo Fonseca e o mais provável é que comece a partida no banco. Quem poderá fazer sua reestreia com a camisa azul e branca é Ricardo Quaresma. Reforço na janela de inverno, o português volta ao Porto cinco anos depois de sua saída para a Inter de Milão. Em seu último clássico no estádio da Luz, na temporada 2007/08, Quaresma marcou o gol da vitória azul e branca por 1 a 0. Quem sabe o habilidoso atacante não seja a arma secreta portista para frustrar os desejos benfiquistas.


Eusébio, o artilheiro do clássico


Na história do clássico, o Porto tem seis vitórias a mais do que o Benfica - 88 x 82. Mas, nos 15 anos em que Eusébio vestiu a camisa encarnada, os azuis e brancos sofreram muito com o Pantera Negra. Em 33 partidas, o ícone lusitano marcou 25 gols, sendo até hoje o maior artilheiro do confronto. No total, foram 15 vitórias benfiquistas, contra oito portista.


33
jogos


15
vitórias do Benfica


10
empates


8
vitórias do Porto


Histórico de confrontos


Total


225
jogos


88
vitórias do Porto


55
empates


82
vitórias do Benfica


Pelo campeonato


158
jogos


62
vitórias do Porto


43
empates


53
vitórias do Benfica


+jogos
Braga 3x0 Guimarães
Rio Ave 1x1 Marítimo
Estoril 0x0 Sporting

13h
Benfica x Porto
Académica x Paços de Ferreira
Olhanense x Setúbal
Arouca x Belenenses


16h15
Nacional x Gil Vicente


Tabelão
Espanhol
Granada 4x0 Valladolid
Athletic Bilbao 6x1 Almería
Celta de Vigo 2x1 Valencia
Atlético Madrid 0x0 Barcelona
Elche 1x1 Sevilla
Getafe 0x1 Rayo Vallecano


13h
Betis x Osasuna


15h
Espanyol x Real Madrid


17h
Levante x Málaga


Inglês
Hull City 0x2 Chelsea
Fulham 1x4 Sunderland
Cardiff City 0x2 West Ham
Everton 2x0 Norwich
Tottenham 2x0 Crystal Palace
Sothampton 1x0 West Bromwich
Man United 2x0 Swansea City

11h05
Newcastle x Man City


13h10
Stoke City x Liverpool


Italiano
Livorno 0x3 Parma
Bologna 0x0 Lazio
Torino 0x0 Fiorentina


11h
Verona x Napoli
Roma x Genoa
Cagliari x Juventus
Atalanta x Catania


16h45

Sassuolo x Milan