segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Liga dos Campeões 2012/13 - Grupo B




- Títulos de Liga dos Campeões: 0

- Campeões nacionais: 2 (Olympiakos e Montpellier)

Terceiro colocado no último campeonato inglês, o Arsenal foi o cabeça de chave deste grupo. E deu sorte, já que podia ter pela frente adversários bem mais complicados do que os que caíram em seu grupo.
 Os ingleses, entretanto, já tiveram elencos melhores que o atual e, por isso, não despontam como franco favoritos a vencer a chave. O Schalke 04 tem condições de disputar com o Arsenal o primeiro lugar na chave.
Vejo Olympiakos e Montpellier brigando apenas pela terceira colocação, com ligeira vantagem para os gregos (vencedores de 14 das últimas 16 edições do campeonato grego).



Terceiro colocado no Inglês 2011/12
1 Recopa Europeia (1993/94)
1 Liga Europa (1969/70)
13 Campeonatos Ingleses



Terceiro colocado no Alemão 2011/12
7 Campeonatos Alemães


 

Bicampeão grego
39 Campeonatos Gregos


 
Campeão francês
1 Campeonato Francês

Palpite:











1ª rodada - 18 de setembro
Montpellier x Arsenal
Olympiakos x Schalke

Liga dos Campeões 2012/13 - Grupo A





- Títulos de Liga dos Campeões: 2

- Campeões nacionais: 2 (FC Porto e Dínamo Zagreb)

O grupo A é um daqueles que tem tudo para ser equilibrado. FC Porto e Paris Saint-Germain podem ser considerados os favoritos e, a princípio, têm tudo para brigar pelas duas primeiras colocações. Mas não se pode desprezar a tradição do Dínamo de Kiev, por exemplo.  Os ucranianos, embora longe dos seus tempos áureos, podem beliscar uma segunda colocação. Ainda por cima, se lembrarmos que o FC Porto, cabeça de chave deste grupo, na edição passada caiu em um grupo ainda mais acessível e acabou por ficar em terceiro lugar.

O Porto é o único clube do grupo que já foi campeão da Liga dos Campeões. E os portistas já levantaram a “orelhuada” em duas ocasiões: 1987 e 2004. Os Dragões conseguiram manter os seus principais jogadores, principalmente os dois mais assediados no período de tranferências: Hulk e João Moutinho.

O PSG, desde que foi adquirido por um grupo dos Emirados Árabes Unidos, tem investido bastante em contratações. Este ano, por exemplo, tirou Ibrahimovic e Thiago Silva do Milan. O meia-atacante Lucas, revelado pelo São Paulo, também foi contratado, mas continuará a serviço do tricolor paulista até o final do ano.

Os Dínamos, a priori, deverão brigar pela terceira colocação, que dá acesso à Liga Europa. Vale lembrar que o Dínamo de Zagreb é heptacampeão croata.


Bicampeão português
2 Ligas dos Campeões (1986/87 e 2003/2004)
2 Ligas Europa (2002/03 e 2010/11)
1 Supercopa Europeia (1987)
2 Mundiais de Clubes (1987 e 2004)
26 Campeonatos Portugueses


 

Vice-campeão ucraniano
2 Recopas Europeias (1974/75 e 1985/86)
1 Supercopa Europeia (1975)
13 Campeonatos Ucranianos
13 Campeonatos Soviéticos



Vice-campeão francês
1 Recopa Europeia (1995/96)
2 Campeonatos Franceses



Heptacampeão croata
1 Liga Europa (1966/67)
14 Campeonatos Croatas
4 Campeonatos Iugoslavos

Palpite: 











1ª rodada - 18 de setembro
Dínamo Zagreb x FC Porto
PSG x Dínamo Kiev

Liga dos Campeões 2012/13 - Sorteio da fase de grupos



Na última quinta-feira, 30 de agosto, foi realizado, no Principado de Mônaco, o sorteio da fase de grupos da edição 2012/13 da UEFA Champions League, a maior competição interclubes do mundo.

O sorteio apresentou grupos com características bem distintas. Alguns equilibrados (como os grupos A e E), outros em que um clube desponta como favorito (casos dos grupos C, G e H) e um grupo em particular que se apresenta como o “da morte”, o grupo D.

Nas próximas publicações, serão analisados todos os grupos, um por um, com informações sobre cada clube (classificação no último campeonato nacional, títulos internacionais e campeonatos nacionais) e os palpites para a classificação às oitavas de final. 

sábado, 18 de agosto de 2012

FC Porto rumo ao tricampeonato e para ampliar a supremacia



Começa neste final de semana a 79ª edição do Campeonato Português de futebol (atualmente denominado Liga Zon Sagres, devido a acordos publicitários). O maior campeão português ainda é o Benfica, clube que viveu seus tempos áureos na década de 1960 e até a metade da década de 1970. Coincidentemente, após a queda do Regime fascista português e a ascensão do sistema democrático, o futebol lusitano passou a conhecer uma nove força. Nos últimos 30 anos, principalmente, o FC Porto é o principal clube de Portugal, consolidando uma hegemonia interna e alcançando voos mais altos em competições internacionais (2 Ligas dos Campeões, 2 Ligas Europas, 2 Mundiais, 1 Supertaça Europeia).

Atual bicampeão português, o FC Porto conquistou 19 dos últimos 30 campeonatos nacionais. Ou seja, o clube portuense se sagrou campeão nacional quase que duas vezes a cada três anos. Benfica, Sporting e Boavista, juntos, levantaram o troféu de campeão nacional 11 vezes, oito a menos que os Dragões.

Para a temporada 2012/13, os favoritos ao título são os de sempre. FC Porto e Benfica em primeiro plano. Sporting correndo por fora. Contudo, nos últimos anos, o Sporting Braga ascendeu de forma considerável no escalão do futebol português, passando a discutir quase que em pé de igualdade com os tradicionais três grandes, em especial com o Sporting, que, nos últimos tempos, sofreu uma perda de competitividade.

No gráfico acima, analisamos as classificações de seis clubes nos últimos 30 campeonatos portugueses: FC Porto, Benfica, Sporting, Boavista, Sporting Braga e Vitória de Guimarães.

O Boavista, afastado da I Liga por decisão administrativa da Liga e Federação portuguesas, foi o primeiro e único clube a ser campeão português fora os três grandes desde 1946 (quando o Belenenses conquistou seu único campeonato). Além disso, o time portuense foi vice-campeão duas vezes, em 1998/99 e 2001/02.

Como já foi dito, o Sporting Braga, nos últimos anos, ganhou grande destaque no futebol português. Foi vice-campeão em 2009/10, disputando o título com o Benfica até a última rodada. Na temporada 2011/12, o time bracarense ficou em 3º lugar, mas chegou a liderar a competição por algumas rodadas.

O Vitória de Guimarães entra na relação por ser um dos clubes mais tradicionais de Portugal e por ter ficado entre os três primeiros colocados em algumas ocasiões, como em 2007/08, ano em que voltou à I Liga, após breve passagem pela II Liga. Este ano, o Guimarães ficou em 6º lugar.

Dos grandes clubes portugueses, o Sporting é aquele que menos conquistas obteve. Nos últimos 30 anos, os sportinguistas só foram campeões duas vezes, estando já há 10 anos sem conquistarem o título nacional. Para além do fato de ter conquistado apenas dois títulos, o Sporting ficou fora das três primeiras posições oito vezes, como aconteceu este ano, em que terminou na quarta colocação (que é a posição mais baixa obtida pelo clube nos últimos 30 campeonatos).

Maior campeão português, com 32 conquistas, o Benfica, como já comentamos, perdeu a sua supremacia para o rival do Norte, FC Porto. Até 1982, o Benfica havia conquistado 26 campeonatos portugueses, contra apenas sete dos portistas. Era uma vantagem de 19 títulos.

Nos últimos 30 anos, contudo, o Benfica só foi campeão oito vezes e viu o Porto, com 19 conquistas, diminuir a diferença que era de 19 para apenas seis campeonatos. Há 30 anos era inimaginável esperar que o Benfica tivesse uma vantagem tão curta diante do Porto.

Mas não é apenas a escassez de títulos que marca esse período de três décadas do Benfica. O clube encarnado também amargou algumas más campanhas, ficando fora das três primeiras posições em três ocasiões – chegou a ficar em 6º lugar, na sua pior temporada de toda a história, no ano de 2000/01 (amenizado pelo fato de o Boavista ter sido campeão e não um de seus dois rivais).

O FC Porto, maior campeão português nos últimos 30 anos, além de ter levantado a taça em 19 ocasiões, também tem outro registro que é impressionante: quando não foi campeão, ficou com o vice-campeonato. Isso só não aconteceu por duas vezes, quando os portistas ficaram em terceiro lugar (2001/02 e 2009/10).

Ou seja, enquanto o Benfica só conquistou oito campeonatos e ficou três vezes abaixo dos três primeiros lugares, o terceiro lugar foi a pior classificação do Porto, e apenas em duas temporadas.

Em 30 campeonatos, o FC Porto soma 19 campeonatos, 9 vice-campeonatos e 2 terceiro lugares; enquanto o maior rival, Benfica obteve 8 campeonatos, 11 vice-campeonatos, 8 terceiro lugares, 2 quarto lugares e 1 sexto lugar.

Nesse período, além da hegemonia nacional, o FC Porto também se tornou o maior ícone do futebol português em termos internacionais. Foi bicampeão europeu (1987 e 2004), bicampeão mundial (1987 e 2004), bicampeão da Copa UEFA/Liga Europa (2003 e 2011) e campeão da Supertaça Europeia (1987).

Nos últimos 30 anos, o FC Porto, comandado pelo presidente Pinto da Costa desde abril de 1982, é uma verdadeira máquina de conquistar títulos.

Ranking de campeões portugueses nos últimos 30 anos:

FC Porto – 19
Benfica – 8
Sporting – 2
Boavista – 1

Primeira rodada da Liga Portuguesa:

Olhanense 2 x 1 Estoril
Rio Ave x Marítimo
Benfica x Sporting Braga
Nacional x Vitória de Setúbal
Paços de Ferreira x Moreirense
Gil Vicente x FC Porto
Guimarães x Sporting
Beira Mar x Académica

sábado, 11 de agosto de 2012

Supertaça de Portugal – FC Porto x Académica



Como reza a tradição no futebol europeu, a temporada oficial é aberta com a Supercopa. Em Portugal não é diferente e, desde 1979 (de forma oficiosa) e a partir de 1981 (oficialmente), a Supertaça Cândido de Oliveira abre a época no futebol português. Hoje, FC Porto, bicampeão português, enfrenta a Académica de Coimbra, campeã da Taça de Portugal. O jogo será disputado no Estádio Municipal de Aveiro (que recebe a decisão pelo quarto ano consecutivo), às 16h45m (horário de Brasília).

A Supertaça portuguesa surgiu, coincidentemente, em um período que o FC Porto começava a dar os primeiros passos rumo à hegemonia no futebol lusitano. Em 1978/79, ano em que a Supertaça foi disputada oficiosamente, o Porto acabara de ser bicampeão português, depois de ter passado 19 anos sem conquistar o campeonato nacional. Nos últimos 30 anos, o time azul e branco conquistou 19 campeonatos portugueses e 12 Taças de Portugal.

Essa supremacia do FC Porto no futebol português, evidentemente, refletiu nas conquistas da Supertaça Cândido de Oliveira. No total, os Dragões já conquistaram 18 das 33 edições da competição. Ou seja, se juntarmos os títulos de todos os outros clubes – 15 – não chegam aos números do FC Porto.

Atual tricampeão da Supertaça (tendo batido, sucessivamente, Paços de Ferreira, Benfica e Vitória de Guimarães nos últimos três anos), o FC Porto joga hoje contra a Académica não só para ampliar a sua hegemonia no futebol nacional, como também para chegar ao inédito tetracampeonato deste simbólico troféu.

A Académica bateu o Sporting, de forma surpreendente, na final da Taça de Portugal 2011/12, e voltou a conquistar a tradicional competição após 73 anos. Com isto, o time de Coimbra disputa a Supertaça pela primeira vez em sua história.

Para este jogo, o FC Porto não contará com Hulk, Danilo e Alex Sandro, que estão em Londres, onde disputam, às 11h, a final dos Jogos Olímpicos 2012. O técnico Vitor Pereira, que, apesar das críticas, conseguiu se manter no cargo, terá a estreia do atacante colombiano Jackson Martinez, único atleta contratado pelo clube até agora para a temporada 2012/13.

Se o Porto vencer, ampliará a hegemonia no futebol português e na Supertaça. A Académica espera, mais uma vez, surpreender e fazer novamente história.

Lista de campeões da Supertaça Cândido de Oliveira:

Sport x Figueirense - é vencer ou vencer



Antes do jogo contra o Vasco, na quarta-feira passada, o técnico do Sport, Vágner Mancini, disse que o bom gramado da Ilha do Retiro beneficiava os adversários do seu time. Após a derrota para o Vasco, por 2 x 0, o treinador disse que o gramado molhado prejudicou o Sport. Sem vencer desde o dia 15 de julho, quando bateu a Portuguesa, na Ilha do Retiro (como estava o gramado naquele dia?), por 2 x 1, o Sport soma seis jogos seguidos sem sentir o gosto da vitória no Brasileirão. Nestas seis rodadas, perdeu quatro vezes e empatou duas. Para o técnico rubro-negro, aparentemente, o problema, pelo menos quando o time joga em casa, é o gramado da Ilha do Retiro. Hoje, às 18h30m, porém, o Sport tem a obrigação de vencer o Figueirense, pela 16ª rodada da Série A. Com chuva ou sem chuva. Com gramado excelente ou meia-boca, a equipe de Vágner Mancini não terá desculpas caso não consiga vencer o lanterna do Campeonato.

Na 16ª colocação, com 14 pontos conquistados, o Sport corre sérios riscos de entrar na zona de rebaixamento. Encarar o lanterninha, que somou apenas oito pontos em 45 disputados, é o jogo ideal para voltar a vencer. Com o cargo ameaçado, o treinador rubro-negro sabe que precisa voltar às vitórias, se não quiser ser demitido. A diretoria do Leão tem segurado as críticas, mas um eventual tropeço contra o último colocado, em casa, tornaria a situação praticamente insustentável.

Expulso contra o Vasco, o zagueiro Diego Ivo cumprirá suspensão automática e é ausência garantida. Para o seu lugar, o técnico tem a opção de Edcarlos e William Rocha (relacionado após seis meses de ausência, devido a uma cirurgia no joelho direito). Ainda há a dúvida quanto ao zagueiro Bruno Aguiar, que se recupera de fratura no nariz, Mancini espera apenas por uma posição do jogador. Aguiar tem tentado se adaptar a uma máscara de polipropileno. Vágner Mancini mantém o time titular indefinido e disse que só anunciará a escalação momentos antes do jogo.

Hoje, nenhuma desculpa será aceita. Concorda torcida rubro-negra?

FICHA TÉCNICA

Sport: Magrão; Moacir, Aílson, Edcarlos (Bruno Aguiar) e Reinaldo; Tobi, Rithely, Rivaldo, Felipe Azevedo e Marquinhos Gabriel; Gilberto. Técnico: Vágner Mancini.

Figueirense: Wilson; Marquinhos, Gutti, Fred e Guilherme Santos; João Paulo, Jackson, Claudinei e Aloísio; Caio e Julio Cesar. Técnico: Hélio dos Anjos.

Local: Estádio da Ilha do Retiro (Recife). Horário: 18h30. Árbitro: Edvaldo Elias da Silva (PR). Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Luiz H. Souza Santos Renesto (PR).

Flamengo x Náutico - Para continuar a evoluir



Depois de vencer o Santos por 3 x 0, nos Aflitos, e empatar com o Internacional, em Porto Alegre, por 0 x 0 (em um jogo que, se não fosse um erro da arbitragem - que anulou um gol legítimo de Araújo - o time teria vencido), o Náutico encara o Flamengo, neste sábado, às 21h, em Volta Redonda, buscando dar sequência ao bom momento que vive no Brasileirão.

Em clara evolução, o Timbu enfrentará o rubro-negro carioca podendo chegar, pela primeira vez na competição, ao terceiro jogo consecutivo sem perder. Até agora, o máximo que conseguiu foi ficar dois jogos sem ser derrotado. Na quarta e quinta rodadas, o Náutico venceu Botafogo e Grêmio. E agora, nos dois últimos jogos, obteve uma vitória e um empate.

Na 12ª posição, com 17 pontos, dois a menos que o Flamengo, que está em 10º, o Náutico tem a chance, também, de ultrapassar o adversário nesta 16ª rodada, basta, para isso, vencer o confronto, no estádio Raulino de Oliveira.

Ainda com a terceira pior defesa do campeonato, com 27 gols sofridos, o Timbu comemora o fato de ter se acertado no setor defensivo nas duas últimas rodadas. Contra o Santos e o Internacional, o Náutico não sofreu nenhum gol. Pela primeira vez no Brasileirão a zaga alvirrubra passou dois jogos sem ser batida. Contra o Internacional, o time jogou sem os dois zagueiros titulares. Jean Rolt machucado e Ronaldo Alves de fora por questões contratuais. Rolt continua desfalcando a equipe. O técnico Alexandre Gallo, porém, já poderá contar com Ronaldo Alves, que deverá ser escalado ao lado de Marlon, com quem fez dupla na vitória do domingo passado, contra o Santos, 3 x 0. Gallo, entretanto, ainda tem a opção de escalar o zagueiro Alemão. Recém-contratado ao Salgueiro, Alemão estreou na última rodada e foi bem. Tornando-se uma alternativa de confiança para o comandante alvirrubro.

Se Gallo terá o retorno de Ronaldo Alves, por outro lado, sofre uma baixa importante no meio-campo. Martinez, um dos principais jogadores do Náutico neste Brasileirão, viu o terceiro cartão amarelo contra o Internacional e cumprirá suspensão automática diante do Flamengo. Para o seu lugar, Gallo deverá escalar Ramirez, opção frequente no time alvirrubro nas vezes em que Martinez esteve ausente.  Nas 15 rodadas do Campeonato Brasileiro, o Náutico não pôde contar com Martinez em três ocasiões. Perdeu os três jogos. Na estreia, contra o Figueirense (2 x 1), e depois na 11ª e 12ª rodadas, 3 x 0 e 4 x 3 contra Palmeiras e Coritiba, respectivamente. Retrospecto nada positivo para o Timbu.

Flamengo
O Flamengo está na 10ª colocação, com 19 pontos conquistados, mas tem um jogo a menos que os demais clubes, uma vez que o jogo da 14ª rodada contra o líder Atlético-MG foi adiado para o dia 26 de setembro. O motivo do adiamento do jogo contra o Atlético-MG foi o mesmo que justificou a mudança de local do jogo deste sábado contra o Náutico. O Botafogo pediu à CBF que diminuísse o número de partidas no estádio do Engenhão, para preservar o castigado gramado do estádio olímpico da cidade do Rio de Janeiro. Por conta disso, o Flamengo teve que encontrar nova casa e mandará o jogo contra o alvirrubro no estádio Raulino de Oliveira, na cidade de Volta Redonda.

Histórico de confrontos
Na história do Campeonato Brasileiro, Flamengo x Náutico já se enfrentaram 11 vezes com o mando dos cariocas. Os pernambucanos nunca venceram como visitantes. Foram nove vitórias rubro-negras e dois empates. Na última vez que se encontraram, no dia 02 de agosto de 2009, no estádio do Maracanã, os times ficaram no 1 x 1.

FICHA TÉCNICA

Flamengo: Felipe; Wellington Silva, Welliton, González e Ramon; Cáceres, Luiz Antônio e Renato; Negueba, Vágner Love e Thomás. Técnico: Dorival Júnior.

Náutico: Gideão; Patric, Marlon, Ronaldo Alves (Alemão) e Douglas Santos; Elicarlos, Ramirez, Souza e Rhayner; Kieza e Araújo. Técnico: Alexandre Gallo.

Local: Estádio Raulino de Oliveira (Volta Redonda/RJ). Horário: 21h. Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS). Assistentes: Cristhians Passos Sorence (GO) e Marcelo Bertanha Barison (RS).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

90 minutos para a história




A Seleção Brasileira de futebol masculino está a cerca de 90 minutos de entrar para a história. Neste sábado, a partir das 11h (horário de Brasília), o time de Neymar, Leandro Damião, Oscar e companhia enfrenta o México, no mítico Estádio de Wembley, na final dos Jogos Olímpicos de Londres. O Brasil chega à sua terceira final olímpica e tentará, pela primeira vez, conquistar a medalha de ouro. Seleção pentacampeã mundial, os brasileiros jamais venceram a Olimpíada. Passados 24 anos desde a última vez em que chegou a uma final (Jogos de Seul, em 1988), a Seleção Brasileira poderá, neste sábado, pôr fim a uma longa espera do futebol nacional, que há muito sonha com o inédito ouro. Assim como o Brasil, que não perdeu nesta Olimpíada, o México, adversário na grande final, também chega à decisão invicto.

Para chegar à final, o time comandado pelo técnico Mano Menezes venceu os cinco jogos que realizou na competição. Cinco vitórias e 15 gols marcados. A Seleção Brasileira apresenta uma excelente média de gols, tendo balançado as redes de cada adversário por três vezes. Isso mesmo, o Brasil marcou três gols em todas as partidas que disputou. O centroavante do Internacional Leandro Damião tem sigo o grande destaque goleador do time verde e amarelo. Damião já celebrou seis gols na Olimpíada e é o artilheiro do torneio. Na história, o Brasil só teve dois artilheiros em Jogos Olímpicos. Romário em 1988 e Bebeto em 1996. Leandro Damião não só poderá se igualar a estes dois grandes atacantes do futebol nacional, como tem a possibilidade de ir além. Romário foi prata em 1988. Bebeto ficou apenas com a medalha de bronze. Damião pode ser artilheiro e campeão olímpico.

O Brasil foi líder do grupo A, ultrapassando, sucessivamente, Egito (3 x 2), Bielorrússia (3 x 1) e Nova Zelândia (3 x 0). Nas quartas de final, o time brasileiro sofreu um pouco para eliminar Honduras. A Seleção esteve atrás do marcador por duas vezes, mas venceu por 3 x 2 e avançou na competição. Na semifinal, foi a vez da Coreia do Sul, que havia eliminado a anfitriã Grã-Bretanha nas quartas. Mas o Brasil não tomou conhecimento do time coreano e fez 3 x 0, com Leandro Damião marcando dois gols.

A trajetória mexicana até a final começou no grupo B. O México ficou em primeiro lugar em sua chave, com duas vitórias (Gabão, 2 x 0; Suíça, 1 x 0) e um empate (Coreia do Sul, 0 x 0). Nas quartas de final, os mexicanos passaram por um susto. Após fazer 2 x 0, frente ao Senegal, o México relaxou demais e sofreu dois gols no segundo tempo. A vaga na semifinal só veio após a prorrogação, quando os mexicanos marcaram duas vezes e o placar ficou em 4 x 2. Na semifinal, o Japão abriu o placar, mas o México conseguiu dar a volta ao resultado e venceu por 3 x 1.

Principal jogador e artilheiro do México nos Jogos Olímpicos, o atacante Giovani dos Santos, que atua no Tottenham da Inglaterra, não poderá enfrentar o Brasil na grande decisão deste sábado. O atleta, revelado pelo Barcelona, que sentiu lesão muscular durante a semifinal, passou por uma ressonância magnética, que constatou a gravidade da ruptura no músculo da perna direita. Para o lugar, Luis Fernando Tena, técnico mexicano, deverá escalar Raúl Jiménez, meio-campo do PSV da Holanda.

Histórico de confrontos

O tempo em que os jornais mexicanos escreviam “jogamos como nunca, perdemos como sempre”, lamentando as derrotas do México para o Brasil, há anos que ficaram para trás. Tradicional adversário da Seleção Brasileira, o México, desde 1999 tem se mostrado uma pedra no sapato do futebol nacional. Desde a final da Copa das Confederações de 1999 para cá, quando a seleção mexicana foi campeã, vencendo o Brasil por 4 x 3, foram 12 confrontos. O México tem clara vantagem, somando sete vitórias, contra apenas três triunfos brasileiros (e dois empates). Em toda a história, foram 37 jogos. Aí, o Brasil sobra, com 21 vitórias. Os mexicanos venceram 10 vezes e houve seis empates.

Mas esses são números da seleção principal. Na Olimpíada, as seleções são sub-23, com a presença de apenas três atletas acima de 23 anos. A base da Seleção olímpica brasileira é o time campeão mundial sub-20. A Copa do Mundo da categoria foi disputada no ano passado, na Colômbia. Brasil x México se encontraram na semifinal e os brasileiros venceram por 2 x 0, com dois gols de Henrique (atualmente no Sport).

Últimos 12 jogos Brasil x México (seleções principais):

04/08/1999 – Final da Copa das Confederações: México 4 x 3 Brasil
07/03/2001 – Amistoso: México 3 x 3 Brasil
12/07/2001 – Copa América: Brasil 0 x 1 México
30/04/2003 – Amistoso: México 0 x 0 Brasil
13/07/2003 – Copa Ouro da Concacaf: México 1 x 0 Brasil
27/07/2003 – Copa Ouro da Concacaf: México 1 x 0 Brasil
18/07/2004 – Copa América: Brasil 4 x 0 México
19/06/2005 – Copa das Confederações: Brasil 0 x 1 México
27/06/2007 – Copa América: Brasil 0 x 2 México
12/09/2007 – Amistoso: Brasil 3 x 1 México
11/10/2011 – Amistoso: México 1 x 2 Brasil
03/06/2012 – Amistoso: Brasil 0 x 2 México

Finais Olímpicas do Brasil



Los Angeles 1984 - 11/08/1984, Estádio Rose Bowl: França 2 x 0 Brasil

Seul 1988 - 01/10/1988, Estádio Olímpico: União Soviética 2 x 1 Brasil

FICHA TÉCNICA

Brasil: Gabriel; Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro, Rômulo e Oscar; Hulk (Alex Sandro), Leandro Damião e Neymar. Técnico: Mano Menezes.

México: Jesús Corona; Israel Jiménez, Hiram Mier, Diego Reyes e Dárvin Chávez; Jorge Enríquez e Carlos Salcido; Javier Aquino, Marco Fabián e Raúl Jiménez; Oribe Peralta. Técnico: Luis Fernando Tena.

Local: Estádio de Wembley, Londres. Horário: 11h (de Brasília). Árbitro: Mark Clattenburg (ING). Assistentes: Stephen Child (ING) e Simon Beck (ING).

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Duplamente histórico


Depois de anos de espera, com muito sofrimento, decepções e gozações pelo caminho, o corintiano pôde, ontem, finalmente comemorar a conquista da tão sonhada Copa Libertadores da América. O Corinthians venceu o Boca Juniors por 2x0 no Estádio do Pacaembu, com dois gols de Emerson Sheik, e tem, pela primeira vez em sua história, a América ao seus pés. E o título não poderia ter vindo de forma ainda mais marcante: invicto. Desde 1978 a Libertadores não tinha um campeão imbatível. E o Corinthians, 34 anos depois, levanta a taça sem sofrer uma única derrota.

O primeiro tempo da grande decisão não foi dos melhores de ser visto. Corinthians e Boca se salvaguardaram em demasia, sem atacarem de forma incisiva e agressiva, procurando manter as estruturas defensivas coesas e mais seguras. Em suma, foram 45 minutos de futebol quase que monótono.

Mas a segunda etapa foi bem diferente. Os corintianos, empurrados pela sua fiel torcida que lotou o Pacaembu, foram para cima dos argentinos, assumindo a condição de mandante e, mais ainda, de time que sabia bem o que queria: o título.

Aos oito minutos do segundo tempo, Alex cobra falta, Danilo, de calcanhar à la Dr. Sócrates, assistiu Emerson Sheik, que dominou e fuzilou para dentro do gol xeneize. Explosão de alegria no Pacaembu. O tão desejado título estava mais próximo.

Sem se descuidar da defesa, o Timão manteve a postura ofensiva. O time do Boca não se acertava em campo. O astro Riquelme, mesmo jogando com espaço (a marcação nele era feita por zona), não estava em uma noite inspirada e foi muito mal na decisão. Os argentinos praticamente não incomodaram o goleiro Cássio.

Com mais volume de jogo e dominando as ações ofensivas da partida, o segundo gol surgiu quase que de forma natural. Emerson Sheik, aos 27 minutos, aproveitou o erro do zagueiro Schiavi, entrou na área e carimbou o título, marcando o 2x0. Com os dois gols, Sheik escreve, também, seu nome na galeria dos heróis corintianos, juntando-se a Basílio (autor do gol do título Paulista de 1977, que tirou o Timão da fila de 23 anos) e Tupãzinho (que marcou o gol do primeiro Campeonato Brasileiro, em 1990).

Após o 2x0, o Corinthians administrou o resultado, sem sofrer qualquer perigo por parte do Boca Juniors. Quando o árbitro Wilmar Roldán apitou o fim da partida, a Fiel pôde, finalmente, gritar “é campeão da Libertadores”. E um justo campeão.

Mundial de Clubes

Primeiro campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, em 2000, o Corinthians se prepara para a edição 2012, em busca do seu segundo título mundial. No Japão, o principal adversário do Timão deverá ser o Chelsea, da Inglaterra. Curiosamente, Corinthians e Chelsea eram dois clubes dos mais obcecados em conquistar os títulos de seus respectivos continentes. E ambos foram campeões no mesmo ano. 

Contudo, é sempre bom ter atenção. Afinal, o Internacional e o Mazembe estão aí para mostrar que nem tudo são favas contadas e há, sempre, a possibilidade de ocorrer uma nova zebra.

Ficha Técnica

Corinthians 2x0 Boca Juniors

Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo/SP
Data: 04/07/2012, quarta-feira
Horário: 21h50m
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Abraham González e Humberto Clavijo (ambos da COL)

Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex (Douglas); Jorge Henrique (Wallace) e Emerson Sheik (Liedson). Técnico: Tite.

Boca Juniors: Orión (Sebastian Sosa); Sosa, Caruzzo, Schiavi e Clemente Rodríguez; Ledesma (Civitanich), Somoza, Erviti e Riquelme; Pablo Mouche (Viatri) e Santiago Silva. Técnico: Julio César Falcionis.

Campeões invictos

Estudiantes – 1969 e 1970
Corinthians - 2012
Boca Juniors – 1978
Independiente – 1964
Santos – 1963
Peñarol – 1960

Os maiores campeões da Libertadores

Independiente (ARG) – 7
Boca Juniors (ARG) – 6
Peñarol (URU) – 5
Estudiantes (ARG) – 4
Santos (BRA) – 3
São Paulo (BRA) – 3
Olimpia (PAR) – 3
Nacional (URU) – 3

Títulos por país

Argentina – 22
Brasil – 16
Uruguai – 8
Paraguai – 3
Colômbia – 2
Equador – 1
Chile – 1

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Para entrar na história



Quando Corinthians x Boca Juniors entrarem em campo hoje, às 21h50, no Estádio do Pacaembu, estarão a cerca de uma hora e meia (um pouquinho mais, se a decisão for para prorrogação e depois para pênaltis) de entrarem para a história. O Corinthians poderá se sagrar campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez e, finalmente, acabar com a gozação dos rivais paulistas - Santos, São Paulo e Palmeiras - todos campeões da competição. Já os argentinos do Boca Juniors poderão chegar ao sétimo título e, assim, igualarem o rival Independiente como maiores campeões do principai torneio continental.

No jogo de ida, na semana passada, o Corinthians foi ao estádio La Bombonera, em Buenos Aires, arrancar um empate, 1 x 1, após estar atrás no marcador. O gol da igualdade foi marcado pelo jovem Romarinho, em sua estreia na competição. Ele saiu do banco para deixar o Timão vivo na briga pelo tão sonhado título das Américas. O novo xodó da Fiel já aparece como um amuleto do time paulista.

Ao contrário de todas as fases de mata-mata do torneio, a final da Libertadores não prevê o gol marcado fora de casa como critério de desempate. Então, um 0 x 0 na noite de hoje não dará o título ao Corinthians. A final está em aberto. Um novo empate, seja qual for o resultado, levará a decisão do título para a prorrogação e, se permanecer a igualdade, para as grandes penalidades.

Para fazer história, o Corinthians deverá ter cuidado redobrado com o ídolo do Boca Juniors, Riquelme. Este ano, ele voltou a estar em forma e a contribuir de forma determinante para o time. E no jogo de ida, em Buenos Aires, o Timão deu muito espaço ao camisa 10, principalmente no segundo tempo, em que o craque xeneize jogou como pêndulo e municiou o ataque com vários passes.

No histórico de confrontos, o Boca Juniors leva vantagem sobre o Corinthians. Foram cinco jogos oficiais, com duas vitórias argentinas e três empates. No total, incluindo amistosos, são 12 embates, cinco vitórias do Boca e três do Corinthians (mais quatro empates). Na soma de gols, uma verdadeira goleada Xeneize: 28 x 18.

Carrasco de brasileiros

Esta é a sexta vez que o Boca Juniors enfrenta um clube brasileiro em final da Libertadores. E os argentinos são verdadeiros carrascos dos clubes nacionais. Salvo a final de 1963, em que enfrentou nada menos que o Santos de Pelé e, logicamente, perdeu, o Boca Juniors conquistou quatro dos seus seis títulos continentais em cima de adversários brasileiros. Em 1977 a primeira vítima foi o Cruzeiro. Na sequência, vieram três triunfos em território brasileiro, Palmeiras em 2000 e Santos em 2003 na cidade de São Paulo, local da final de hoje, e Grêmio em 2007.

Corinthians pode ser campeão invicto

O Corinthians pode se tornar o primeiro clube campeão da Libertadores de forma invicta em 34 anos. Com sete vitórias e seis empates em 13 jogos que realizou, o Timão pode alcançar um feito que não ocorre desde 1978. Na ocasião, o Boca Juniors, adversário na final deste ano, foi campeão invicto.

Porém, um detalhe é curioso: a última vez que um time chegou invicto à final da Libertadores foi o Santos, na edição de 2003. O time santista não foi campeão. E o adversário do alvinegro praiano foi o Boca Juniors.

Campeões invictos
Estudiantes – 1969 e 1970
Boca Juniors – 1978
Independiente – 1964
Santos – 1963
Peñarol – 1960

Ficha Técnica

Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo/SP
Data: 04/07/2012, quarta-feira
Horário: 21h50m
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Abraham González e Humberto Clavijo (ambos da COL)

Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson Sheik. Técnico: Tite.

Boca Juniors: Orion; Roncaglia, Caruzzo, Schiavi e Clemente Rodríguez; Ledesma, Somoza, Erviti e Riquelme; Pablo Mouche e Santiago Silva. Técnico: Julio César Falcionis.