Dentro de instantes o Atlético-MG entra em campo pelo jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores da América. O Galo precisa inverter um resultado de 2 a 0 sofrido na partida de ida. Difícil, porém não impossível. E os atleticanos sonham com a primeira participação na final da maior competição de clubes das Américas. Escrevi assim para a edição desta quarta-feira (10) do SuperEsportes.
O sonho comanda a vida
“Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer.” A maioria dos torcedores do Atlético-MG provavelmente não deve conhecer o poema Pedra Filosofal, do português António Gedeão. Desde que o arbitro Enrique Osses apitou, na quarta-feira da semana passada, o fim de Newell’s Old Boys 2 a 0 Galo (na partida de ida da semifinal da Copa Libertadores), entretanto, a massa alvinegra vive em função de um sonho. Agarrando-se a um fio de esperança, vivencia na prática o que o poeta lusitano proclamara: “Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida.” E o técnico Cuca deixou isso bem claro, ao expressar o sonho atleticano. “Yes, we CAM”, era a mensagem que se lia na camisa do treinador na vitória do Galo por 3 a 2 sobre o Criciúma, pelo Brasileirão. Eis que chegou o momento decisivo. Às 21h50, no estádio Independência, o Atlético encara o Newell’s precisando inverter o resultado adverso, para ir à final da Libertadores.
Para impedir que o sonho se transforme em pesadelo e a tão esperada participação na final - em busca de um título inédito em sua história, mas que o rival Cruzeiro já celebrou duas vezes - seja adiada, o Atlético-MG conta com um trunfo. Jogar dentro de casa. Desde novembro de 2011 o Galo não sabe o que é perder na condição de mandante. Ao todo, são 52 jogos de invencibilidade. Nessa sequência, o Galo conseguiu 22 vezes os resultados que precisa obter hoje. Foram 14 vitórias por três ou mais gols de diferença e outras oito por 2 a 0 (que levaria a decisão para os pênaltis). Em 2013, atuando no Independência, o alvinegro venceu, em 14 partidas, por pelo menos três gols de diferença em oito delas, ou seja, 57% das vezes.
A estatística ajuda a alimentar o sonho. A comandar a esperança da torcida do Galo. Contudo, o time necessita apresentar evolução técnica em relação às últimas apresentações. Nas quartas de fial da Libertadores, por exemplo, o Atlético só não foi eliminado pelo Tijuana graças a uma intervenção história do goleiro Victor, que defendeu um pênalti nos acréscimos. Cientes disso, os jogadores do Galo prometem partir para cima dos argentinos nos minutos iniciais. “O pensamento é conseguir fazer o primeiro gol em 20 minutos, mas o jogo tem 90. É paciência, e pressão desde começo”, afirmou o centroavante Jô.
Newell’s atrasou chegada a Belo Horizonte
Ao contrário do que é protocolar em partidas de competições internacionais, o time argentino não fez questão de realizar o treinamento de reconhecimento do gramado do estádio Independência. Na realidade, o Newell’s Old Boys optou por somente viajar para Belo Horizonte na tarde de ontem, após treinar e almoçar ainda em Rosario.
Ficha técnica
Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Rafael Marques, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre, Josué e Ronaldinho; Bernard, Diego Tardelli e Jô. Técnico: Cuca.
Newell’s Old Boys: Nahuel Guzmán; Marcos Cáceres, Santiago Vergini, Gabriel Heinze e Milton Casco; Lucas Bernardi, Diego Mateo e Rinaldo Cruzado; Víctor Figueroa, Ignacio Scocco e Maximiliano Rodríguez. Técnico: Gerardo Martino.
Local: Estádio Independência (Belo Horizonte). Hora: 21h50. Árbitro: Roberto Silvera (URU). Assistentes: Miguel Nievas (URU) e Carlos Pastorino (URU).
Invencibilidade como mandante
52
jogos
41
vitórias
11
empates
122
gols marcados
37
gols sofridos
Jogos no Independência em 2013
Atlético-MG 2 x 1 São Paulo (Libertadores)
Atlético-MG 3 x 0 Araxá (Mineiro)*
Atlético-MG 3 x 1 Guarani (Mineiro)
Atlético-MG 2 x 1 The Strongest-BOL (Libertadores)
Atlético-MG 5 x 2 América-MG (Mineiro)*
Atlético-MG 4 x 1 Tupi (Mineiro)*
Atlético-MG 5 x 2 Arsenal-ARG (Libertadores)*
Atlético-MG 4 x 0 Boa Esporte (Mineiro)*
Atlético-MG 5 x 1 Tombense (Mineiro)*
Atlético-MG 4 x 1 São Paulo (Libertadores)*
Atlético-MG 3 x 0 Cruzeiro (Mineiro)*
Atlético-MG 1 x 1 Tijuana-MEX (Libertadores)
Atlético-MG 0 x 0 São Paulo (Brasileirão)
Atlético-MG 3x2 Criciúma (Brasileirão)
*57%
percentual de vitórias por pelo menos três gols de diferença
quarta-feira, 10 de julho de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
O futebol é o grande campeão
Bayern de Munique e Borussia Dortmund fazem a final da Liga
dos Campeões às 15h45 de hoje, no estádio de Wembley, em Londres.
Independentemente de qual time levantar o troféu, o grande campeão é o futebol.
Premiado com uma final alemã, fazendo justiça à organização e ao controle
financeiro da Bundesliga, um exemplo para o mundo futebolístico.
O estádio de Wembley,
em Londres, foi escolhido como palco da final da Liga dos Campeões da temporada
2012/13 como uma homenagem da UEFA à Football Association (FA), primeira
associação de futebol do mundo. Contudo, no ano em que a Federação Inglesa celebra
150 anos de existência, o mítico estádio britânico sediará uma festa do futebol
alemão. Bayern de Munique e Borussia Dortmund disputam, a partir das 15h45, o
título europeu. Esta será a quarta decisão entre clubes do mesmo país.
Entretanto, independentemente do campeão, Wembley será palco da celebração da
vitória do futebol. Do esporte em sua essência. De uma liga de futebol
organizada e financeiramente equilibrada. A consagração da busca pela
competitividade em respeito ao tão proclamado, porém pouco respeitado, espírito
esportivo.
Para chegarem à grande
decisão de hoje, Bayern e Dortmund atropelaram a dupla de ferro espanhola
Barcelona e Real Madrid nas semifinais. Os bávaros aplicaram duas goleadas: 4 a
0 na partida de ida, na Allianz Arena; e 3 a 0 em pleno Camp Nou, fazendo cair,
definitivamente, a imagem de melhor time do mundo da atual geração catalã. O
Dortmund também goleou na partida de ida, em casa, fazendo 4 a 1, com show do
atacante polonês Lewandowski. Na volta, no Bernabéu, os alemães perderam por 2
a 0, com dois gols marcados já na segunda metade do segundo tempo, muito mais
pela pressão momentânea do que pela construção coletiva do futebol merengue,
que não existiu em toda a eliminatória.
Além do passeio na
fase semifinal, os dois clubes realizaram sólidas campanhas ao longo de toda a
Liga dos Campeões. O Bayern foi líder do grupo F, com quatro vitórias, um
empate e uma derrota. Depois, eliminou Arsenal e Juventus, antes de massacrar o
Barcelona. Já o Dortmund, venceu invicto o grupo D, o chamado grupo da morte
que tinha Real Madrid, Manchester City e Ajax, a única chave que tinha quatro
campeões - foram quatro vitórias e dois empates. Nos mata-matas, derrubou
Shakhtar Donetsk e Málaga, antes de voltar a se dar melhor sobre o Real Madrid.
A expectativa para a
final é de uma grande partida entre as duas maiores forças do futebol
germânico. Bayern e Dortmund são a base da atual seleção alemã. Dos 23
jogadores, oito são do Bayern e seis do Dortmund: Neuer, Lahm, Badstuber,
Boateng, Schweinsteiger, Toni Kroos, Mario Gomez, Thomas Müller, Weidenfeller,
Mats Hummels, Schmelzer, Gündoğan e Marco Reus. Mario Götze, que trocará os
aurinegros pelos bávaros ao final da temporada, não jogará por estar lesionado.
Além deles, estrelas como o francês Ribéry, o holandês Robben e o polonês
Lewandowski são nomes que abrilhantam ainda mais a decisão europeia.
Confrontos
Bayern e Dortmund têm
rivalizado pelo topo da Bundesliga. Nos últimos quatro anos, cada um conquistou
dois títulos nacionais. Os bávaros ganharam o campeonato deste ano, 25 pontos à
frente do aurinegro, vice-campeão. No histórico dos 100 confrontos, o Bayern
tem vantagem de 19 vitórias a mais. Nas últimas cinco temporadas, o equilíbrio
prevalece, com cinco vitórias para cada lado, em 13 partidas. Entretanto, na
atual temporada, o Dortmund ainda não venceu o Bayern. Quatro jogos, duas
vitórias bávaras e dois empates.
Histórico
100 jogos
45 vitórias do Bayern
26 vitórias do
Dortmund
29 empates
Últimos 5 anos
13 jogos
5 vitórias do Bayern
5 vitórias do Dortmund
3 empates
Títulos de Liga dos Campeões
4
Bayern
1
Dortmund
Os brasileiros na final
Ao contrário de outras
edições, a final da Liga dos Campeões deste ano não terá um brasileiro como
estrela ou uma das principais atrações. Quatro brasileiros compõem os elencos
dos dois times. Três no Bayern e um no Dortmund.
Dante O zagueiro é pouco conhecido no Brasil. Jogou entre 2002 e 2003 no
Juventude e saiu para o Lille, da França. Nos últimos 10 anos fez carreira na
Europa. Chegou ao Bayern em 2012 e se destacou, chegando à Seleção Brasileira e
disputará a Copa das Confederações.
Luiz Gustavo Iniciou sua trajetória no Corinthians Alagoano e atuou pelo
CRB antes de partir para o Hoffenheim (ALE) em 2007. No Bayer desde 2011, o
volante não é titular absoluto, porém é utilizado com frequência. Também vai
jogar pela Seleção na Copa das Confederações.
Rafinha O paranaense Rafinha começou profissionalmente no Coritiba. Saiu do Coxa
em 2005, para o Schalke (ALE), onde foi ídolo. Após breve passagem pelo Genoa,
da Itália, voltou para a Alemanha, em 2010, para vestir a camisa do Bayern,
onde está até hoje.
Felipe Santana Como os brasileiros do rival na final, o zagueiro também
saiu do Brasil sem fazer muito sucesso. Em 2008 trocou o Figueirense pelo
Dortmund. Foi peça fundamental na campanha deste ano, ao marcar o gol salvador
frente ao Málaga, nas oitavas de final.
As finais entre times dos mesmos países
A final alemã será a
quarta da história da Liga dos Campeões envolvendo clubes dos mesmos países.
Antes, Espanha (2000), Itália (2003) e Inglaterra (2008) já tinham decidido a
principal competição de clubes do Velho Continente.
1999/2000 - Real Madrid 3 a 0 Valência
Real Madrid e Valência
não eram os detetores do título de campeão espanhol. Porém chegaram à final da
Liga dos Campeões, decidida no estádio Stade de France, em Paris. Treinado por
Vicente del Bosque, atual treinador da campeã mundial Espanha, o Real Madrid
não tomou conhecimento do Valência, vencendo por 3 a 0, com gols de Morientes,
McManaman e Raúl. Este foi o nono título continental do gigante branco da
Espanha.
2002/03 - Milan 0 a 0 Juventus (Milan 3 a 2 nos pênaltis)
Na edição 2002/03 da
prova rainha europeia, a Itália colocou três times nas semifinais da Liga dos
Campeões. A Inter de Milão foi batida pelo seu grande rival, Milan. A decisão
ocorreu no estádio de Old Trafford, em Manchester e foi um jogo morno, com os
dois times mais preocupados em se defender. Com o 0 a 0 prevalecendo mesmo
depois da prorrogação, o Milan venceu na decisão de pênaltis por 3 a 2,
conquistando, na altura, seu sexto troféu.
2007/08 - Manchester
United 1 a 1 Chelsea (United 6 a 5 nos pênaltis)
Mais uma vez, a
semifinal contou com três equipes do mesmo país. Desta vez, foi a Inglaterra. O
eliminado foi o Liverpool, suplantado pelo Chelsea. Na decisão, em Moscou,
Cristiano Ronaldo e Frank Lampard marcaram os gols do empate de 1 a 1.
Resultado que permanceu até o apito final, levando a decisão para as grandes
penalidades. Nos pênaltis, o escorregão de John Terry salvou Ronaldo, que havia
falhado sua cobrança. Anelka falhou o último pênalti.
Todas as decisões de Liga dos Campeões disputadas em Wembley
Bayern de Munique x
Borussia Dortmund será a sétima final da história do estádio de Wembley.
confira as seis finais anteriores.
1963: Milan (ITA) 2 x 1 Benfica (POR)
1968:
Manchester United (ING) 4 x 1 Benfica (POR)
1971: Ajax (HOL) 2 x 0 Panathinaikos (GRE)
1978:
Liverpool (ING) 1 x 0 Club Brugge (BEL)
1992: Barcelona (ESP) 1 x 0 Sampdoria (ITA)
2011:
Barcelona (ESP) 3 x 1 Manchester United (ING)
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Mania de ganhar
“Ai estes são os
filhos do dragão, unidos para vencer. Orgulhosos por fazer deste Porto
campeão”. É desta forma que termina uma das mais emblemáticas canções de apoio
ao Porto, Filhos do Dragão. Ontem, após a vitória de XXX sobre o Paços de
Ferreira, a nação portista celebrou, orgulhosa de seu clube, mais um título de
campeão português. Tricampeão. Invicto. E como eternizou a canção, ninguém pode
quebrar este vício de ganhar. E que vício! Nos últimos 30 anos, esta foi a 20ª
vez que os portistas saíram às ruas para comemorarem a conquista do campeonato
nacional. A épica reviravolta, alcançada apenas a duas rodadas do final e aos
46 minutos do segundo tempo do clássico frente ao eterno rival, jamais será
esquecida pelos filhos do Dragão.
Com a conquista, o
time azul e branco consolidou ainda mais sua hegemonia no futebol português. A
mudança de paradigma em Portugal teve início com a queda do regime fascista, em
1974. A consolidação do sistema democrático viu surgir uma força emergente no Norte,
rompendo o centralismo da capital lusitana. E esta força firmou seus alicerces
nas últimas três décadas. 20 títulos em 30 campeonatos disputados. Em média, o
Porto se sagrou campeão português duas vezes a cada três anos. Dois terços dos
títulos foram parar nas galerias de troféus do Dragão. Relegando a Benfica (7),
Sporting (2) e Boavista (1), o terço restante.
Para chegar aos
tricampeonato, o Porto disputou 90 partidas. Sofreu apenas uma derrota. Foi
campeão invicto duas vezes. Na temporada 2010/11, que abriu o caminho do tri. E
agora, na época 2012/13. Assim, os azuis e brancos se tornam o clube português
mais vezes campeão invicto, deixando o rival Benfica para trás também nesta
estatística. A única derrota portista, na trajetória do tri, aconteceu em 29 de
janeiro de 2012, pela 17ª rodada da temporada 2011/12. O Gil Vicente fez 3 a 1
no Porto. No total, foram 74 vitórias, 15 empates e a solitária derrota diante
de um improvável adversário.
O contestado treinador
Vitor Pereira, que dificilmente terá seu contrato renovado, junta-se a um rol
de honra de técnicos bicampeões com o Porto. Oitavo bicampeão, Pereira coloca
seu nome ao lado de figuras históricas como José Maria Pedroto, Artur Jorge,
Sir Bobby Robson e José Mourinho. Com mais títulos, apenas dois treinadores:
Artur Jorge (1984/85, 1985/86 e 1989/90) e Jesualdo Ferreira, o único campeão
por três anos seguidos - 2006/07, 2007/08 e 2009/10.
Dentro das quatro
linhas, os destaques vão para o trio de meio-campo. Formado pelo volante
brasileiro Fernando, apelidado de “polvo” pelos torcedores. O português João
Moutinho, motor e cérebro do time. E o capitão, “El Comandante” Lucho González,
símbolo do que chamam de mística portista. Além deles, a dupla ofensiva
colombiana. O jovem e promissor James Rodríguez e o centroavante matador
Jackson Martínez, que, em seu primeiro ano de clube, soma a artilharia do
campeonato ao título nacional.
Sempre campeão
Lucho González chegou
ao Porto em 2005, vindo do River Plate. Logo caiu nas graças da torcida
portista, com sua técnica acima da média e seu vigor físico, que o permitia
exercer bem a função defensiva no meio-campo e chegar como elemento surpresa no
ataque. Em sua primeira passagem, foram quatro anos de clube e quatro
campeonatos. Saiu, meio que a contragosto, para o Olympique Marseille em 2009.
Em janeiro de 2012, pediu aos franceses para voltar ao Porto. Rescindiu o
contrato. Retornou a custo zero. Os azuis e brancos passavam por fase
conturbada no campeonato. Cinco pontos atrás do Benfica. Lucho González comandou
o clube na conquista do bicampeonato. E agora no tri.
6
campeonatos disputados
6
títulos conquistados
Campeões, só no Porto
O time do Porto tem um
quarteto de jogadores que, antes de se mudarem para a cidade invicta, jogaram
no rival Sporting. Mas todos eles só sentiram o gostinho do título português
depois que trocaram a camisa verde e branca pela azul e branca.
João Moutinho Revelado pelo Sporting, João Moutinho chegou a ser capitão
dos Leões. Foram seis anos em Alvalade. Nenhum título português. Em três anos
de Porto, chega ao tricampeonato.
Liedson O “Levezinho” foi artilheiro e ídolo no Sporting. Teve tanto destaque
que se naturalizou português e atuou pela seleção lusitana. Porém, passou em
branco nos oito anos em que esteve no clube lisboeta. Em seis meses de Porto,
finalmente conquistou o título nacional.
Marat Ismaylov O meia russo jogou por cinco anos e meio no Sporting. Em
janeiro de 2013 se transferiu para o Dragão. Se em Lisboa nunca chegou perto de
ser campeão português, no Porto repete Liedson e celebra o título em seis meses
de clube.
Varela Quase não atuou pelo time principal do Sporting. Mas é cria das
categorias de base que já revelou Luís Figo, Cristiano Ronaldo e Nani. Não foi
campeão em Alvalade. No Porto, é tricampeão em quatro temporadas.
Campeões portugueses
Benfica 32
Porto 27
Sporting 18
Boavista 1
Belenenses 1
Nos últimos 30 anos
Porto 20
Benfica 7
Sporting 2
Boavista 1
domingo, 19 de maio de 2013
O mais emocionante da Europa
O Campeonato Português
só será decidido hoje, em sua última rodada. Porto e Benfica brigam pelo
título. Na rodada passada, os azuis e brancos venceram, de virada, os
encarnados e reassumiram a liderança. E apenas um ponto separa os dois eternos
rivais. Para ser tricampeão, o Porto precisa apenas da vitória sobre o Paços de
Ferreira. Já o Benfica, tem que torcer por um tropeço do Dragão e vencer o
Moreirense. Vai ser emoção até o fim.
O instante pleno de
estar para acontecer. Às 14h30 de hoje, a bola rola em dez partidas da 30ª e
última rodada do Campeonato Português. Dois jogos dividirão, porém, as atenções
de todos os portugueses. E não só. Também de todos os amantes do futebol. E de
seus sentimentos. Enquanto os principais campeonatos nacionais europeus já
estão decididos, com seus campeões, em Portugal, Porto e Benfica prometem que a
emoção será mantida até o fim. Dragões e encarnados chegam à derradeira jornada
separados por apenas um ponto. Quis o acaso do sorteio da Liga Portuguesa, que
o campeonato fosse decidido em contrastes. Enquanto o bicampeão, Porto,
enfrenta o surpreendente e perigoso Paços de Ferreira, no acanhado Estádio da
Mata Real (com seus 5.172 lugares), seu principal antagonista - Benfica -
encara o desesperado Moreirense, no Estádio da Luz, onde cabem 65.647
torcedores.
Em um campeonato
marcado pelo equilíbrio, com os dois protagonistas sempre muito próximos na
classificação, o mês de abril se encerrou com o Benfica celebrando a difícil
vitória na Madeira, 2 a 1, sobre o Marítimo. Com maio se abrindo para a reta
final tendo o clube da capital quatro pontos de vantagem sobre o time do Norte,
pensavam os benfiquistas que a comemoração do título era apenas uma questão de
tempo. Um inesperado Estoril, entretanto, surgiu no caminho. Dois pontos
tirados ao então líder. Renascia, assim, a esperança no Dragão. A penúltima
rodada reservava um escaldante Porto x Benfica. Que até os 46 minutos do
segundo tempo marcava a igualdade no placar, 1 a 1. Êxtase vermelho e branco.
Eis que do sinistro pé de um brasileiro de 19 anos, o instante brotava como
momento emergente. Kelvin não só marcou o gol da virada portista. Ele marcou o
gol da reviravolta azul e branca, que ultrapassou o grande rival restando
apenas mais uma rodada por vir.
O título de campeão
português se decidirá em duas capitais. A capital do móvel, como é conhecida a
pequena Paços de Ferreira. Onde o clube local, que assegurou na rodada passada
uma inédita participação na Liga dos Campeões, receberá o Porto, que está a uma
vitória do tricampeonato. E a capital lusitana, Lisboa. Onde o Benfica, abatido
por duas derrotas seguidas nos acréscimos (na última quarta-feira perdeu a Liga
Europa para o Chelsea, aos 47 do segundo tempo), precisará do apoio da massa
encarnada para empurrar o ameaçado Moreirense e abatê-lo, na esperança de que
esta vitória lhe valha a reconquista do nacional. Aos benfiquistas, contudo,
não bastará a vitória no Estádio da Luz. Terão que torcer, também, por um
tropeço portista no Estádio da Mata Real. Seja qual for o campeão. Se Porto ou
Benfica. A edição 2012/13 do Campeonato Português ficará marcada como uma das
mais equilibradas e emocionantes da história.
Kelvin, o herói
Ele não deverá ser
titular no jogo de hoje, mas, caso o Porto conquiste o tricampeonato, seu nome
terá letras douradas no livro do campeão. Kelvin Mateus de Oliveira tem 19 anos
e foi revelado em 2010 pelo Paraná Clube. Chegou ao Porto em 2011. Mas, para
ganhar experiência, foi logo emprestado ao Rio Ave, onde disputou o Português
da temporada 2011/12. Em julho de 2012 voltou a compor o elenco do Porto. Atuou
apenas em sete partidas pelo time principal. Porém, foi autor de três gols decisivos,
em duas viradas determinantes para os azuis e brancos.
7 jogos pelo time principal
3 gols, 2 viradas
8 de abril, Porto 3 a 1 Braga. Entrou 31 minutos do segundo tempo,
quando o jogo estava 1 a 1. Marcou dois gols e deu a vitória aos Dragões.
11 de maio, Porto 2 a 1 Benfica. Entrou aos 34 minutos do segundo
tempo, quando o jogo estava 1 a 1. Marcou o gol que deu a vitória aos Dragões.
Rodadas na liderança
Porto 11 (reassumiu a
liderança na 29ª e penúltima rodada)
Benfica 17 (liderou da
21ª a 28ª rodada)
Campanhas
Porto 23 vitórias e 6
empates (invicto)
Benfica 23 vitórias, 5
empates e 1 derrota
Contas do título
Porto Uma vitória garante o tricampeonato. Os portistas ainda podem conquistar
o título mesmo com o empate ou a derrota. Para isso, o Benfica não pode vencer
o Moreirense.
Benfica Aos benfiquistas, somente a vitória interessa. Mas não apenas isso.
Também precisam torcer para que o Porto perca seu jogo.
Briga londrina pela Liga dos Campeões
Enquanto o Manchester United terá um jogo festivo, três clubes londrinos encaram a última rodada da Premier League em clima de decisão. Chelsea (embalado pelo título da Liga Europa), Arsenal e Tottenham brigam pelas duas vagas que restam para a edição 2013/14 da Liga dos Campeões.
Chelsea Terceiro colocado, com 72 pontos, joga em casa com o Everton e com uma
vitória se garante diretamente na fase de grupos. Um empate pode ser suficiente
para assegurar a terceira posição. Basta que o Arsenal não vença e que o Tottenham
não aplique uma goleada histórica no Sunderland (precisa tirar diferença de
oito gols).
Arsenal Para garantir a quarta posição e a vaga no playoff, basta uma vitória,
fora de casa, frente ao Newcastle. Mas com 70 pontos, para passar o Chelsea e se
ir para a fase de grupos, os Gunners têm que torcer pelo tropeço dos Blues. A
derrota seria o ideal. Em caso de empate, é possível ultrapassar no número de
gols marcados, já que a diferença é pequena, 73 x 71.
Possibilidade de jogo extra: Se o Chelsea empatar com o Everton
em 0 a 0 e o Arsenal vencer o Newcastle por 2 a 1 (ou empate de 1 a 1 e vitória
de 3 a 2, e assim por diante), os rivais ficariam empatados nos dois critérios
de desempate (gols marcados e saldo de gols) e haveria a necessidade de um jogo
extra para definir a vaga direta na Champions League.
Tottenham Chega à última rodada sem depender apenas de suas forças. Tem que vencer
o Sunderland e torcer, pelo menos, pelo tropeço do Arsenal, para poder ficar
com a quarta colocação e disputar o playoff. Caso consigam ultrapassar os
Gunners, esta será a primeira vez, em 18 anos, que os Spurs ficarão à frente do
maior rival no Campeonato Inglês.
Uma vida no Manchester
O Manchester United se despede hoje de um mito. Sir Alex Ferguson comandará os Red Devils pela última vez. Foram 26 anos e meio à frente do gigante inglês. Anos de muitos títulos e muitas glórias. Confira os números de Ferguson à frente do United e conheça outros treinadores que se notabilizaram pela longevidade em seus clubes.
26 anos e meio. Este foi o período em que Alex Ferguson esteve à frente do Manchester United. Quando assumiu o comando do clube, os Red Devils tinham sete títulos ingleses, ocupando a quarta posição no ranking de campeões, atrás de Liverpool, Everton e Arsenal, e ao lado de Aston Villa. Hoje, por volta das 14h, quando o árbitro soar o apito final de West Bromwich x Man United, Ferguson fará sua despedida definitiva do clube. Aposentado aos 71 anos de idade. Mas deixará seu legado para a história. O United, campeão inglês, levantará o 20º troféu nacional, ampliando para dois títulos a diferença sobre o Liverpool, como o maior campeão Inglês.
26 anos e meio. Este foi o período em que Alex Ferguson esteve à frente do Manchester United. Quando assumiu o comando do clube, os Red Devils tinham sete títulos ingleses, ocupando a quarta posição no ranking de campeões, atrás de Liverpool, Everton e Arsenal, e ao lado de Aston Villa. Hoje, por volta das 14h, quando o árbitro soar o apito final de West Bromwich x Man United, Ferguson fará sua despedida definitiva do clube. Aposentado aos 71 anos de idade. Mas deixará seu legado para a história. O United, campeão inglês, levantará o 20º troféu nacional, ampliando para dois títulos a diferença sobre o Liverpool, como o maior campeão Inglês.
Números de Ferguson no United
1499 jogos no comando
do clube
894 vitórias e apenas
267 derrotas
59,65% de
aproveitamento
13 títulos do
Campeonato Inglês
65% dos títulos
ingleses do United foram com Ferguson (13 de 20)
2 Champions League
2 Mundiais de Clubes
5 Copas da Inglaterra
4 Copas da Liga
Inglesa
10 Supercopas da
Inglaterra
Longevidade de treinadores
Engana-se quem pensa
que Alex Ferguson é o recordista de longevidade como treinador de um time de
futebol. Entre clubes semiprofissionais e profissionais, há nomes que
ultrapassaram largamente os 26 anos e meio do escocês, com três, quatro e até
cinco décadas de trabalho.
51 anos Em 1939, Amadeu Teixeira fundou o América de Manaus com seu irmão. Em 1955
assumiu o comando técnico do time, onde ficou até 2006. É o recordista mundial.
50 anos Jimmy Davies à frente do Waterloo Dock AFC, time semiprofissional que
disputa torneios de uma liga da cidade de Liverpool. Davies também vai se
aposentar este ano.
44 anos Guy Roux é o recordista no futebol profissional europeu. Treinou o
francês Auxerre entre 1961 e 2005, conquistando 1 Campeonato Francês e 4 Copas
da França.
33 anos Mais um semiprofissional e também da liga da cidade de Liverpool. Roly
Howard comandou o Marine FC entre 1972 e 2005.
Vai ultrapassar
26 anos O
norte-irlandês Ronnie McFall, do Portadown FC, é o sucessor do escocês. Sem
pretensão de se aposentar, McFall deve ultrapassar a marca de Ferguson em
dezembro.
Antecessor
24 anos Antes de
Ferguson, o recordista à frente do United era outro escocês. Matt Busby
comandou os Red Devils entre 1945 a 1969, sobrevivendo ao desastre aéreo de
1958, em que morreram 21 pessoas, entre as quais sete jogadores do clube.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A maldição dos acréscimos
Sobre o primeiro título do Chelsea na Liga Europa, escrevi
assim para a edição desta quinta-feira, 16 de maio, do Diario de Pernambuco.
Nem o mais pessimista
dos torcedores do Benfica poderia imaginar que algo assim fosse possível. Em
menos de uma semana, o clube lisboeta foi do céu ao inferno. Dois jogos
decisivos. Duas derrotas. E uma irônica coincidência. Dois gols sofridos já nos
acréscimos. Sábado passado, o Porto virou no Português aos 46 do segundo tempo.
Ontem, na final da Liga Europa, foi a vez do Chelsea. O jogo caminhava para a
prorrogação, empatado em 1 a 1. 47 minutos. Escanteio para os Blues. Juan Mata
cobra alto, no segundo pau. O zagueiro Ivanovic sobe mais alto do que todo
mundo. Cabeceia a bola, que faz um arco perfeito para o fundo do gol de um
desolado Artur, que nada podia fazer. Explosão da parte azul da Amsterdam
Arena. O Chelsea se sagrava campeão da Liga Europa. E o Benfica, mais uma vez,
sucumbiu. A maldição dos acréscimos. A maldição de Béla Guttmann. Treinador
bicampeão europeu com o Benfica, o húngaro amaldiçoou os encarnados em 1962.
“Nem daqui a 100 anos o Benfica ganhará uma competição europeia sem mim”. Desde
então, foram sete finais continentais. Sete derrotas.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Passado e presente em final europeia
De um lado, o Benfica.
Tradicional clube português, duas vezes campeão da Copa dos Campeões Europeus,
atual Liga dos Campeões. Títulos conquistados na década de 1960. Do outro, o
Chelsea. Um dos novos ricos europeus. Turbinado pelos petrodoláres do russo Roman
Abramovich, conquistou a Liga dos Campeões de 2012. Passado e presente que se
embatem hoje, às 15h45, na Amsterdam ArenA. Repescados da Liga dos Campeões, de
onde caíram ainda na fase de grupos, portugueses e ingleses disputam a final da
Liga Europa, a segunda competição interclubes do Velho Continente. E vão em
busca de um título inédito.
A decisão continental
passou a ser vista como a salvação da época para os dois clubes. Principalmente
para o Chelsea. Foi o primeiro campeão europeu da história a cair na fase de
grupos e ainda passou longe de ganhar o Campeonato Inglês e a Copa da Inglaterra.
Já o Benfica, depois da derrota de virada para o Porto no Português, no último
sábado (11), chega pressionado a Amsterdã. Os encarnados sonhavam com a
tríplice coroa - Campeonato Português, Copa de Portugal e Liga Europa -, mas
podem acabar a temporada sem nenhum título ou apenas o da Copa de Portugal.
Para a final, o
Benfica vai com força máxima. Levou todo o elenco, incluindo o lateral direito
uruguaio Maxi Pereira, suspenso. Já o Chelsea, cuja comitiva conta com 25
atletas, ainda não sabe se poderá contar com o capitão John Terry, o meia Obi
Mikel e o atacante Hazard, todos com problemas físicos.
+
51.628 capacidade da Amsterdam ArenA
4ª final europeia (de jogo único) na cidade de Amsterdã
1962 ano do segundo e último título europeu do Benfica (5 a 3 no Real
Madrid), final que aconteceu em Amsterdã
9
número de brasileiros nos dois clubes, maior que o de portugueses (8) e
ingleses (7)
2ª final de Copa da UEFA/Liga Europa do Benfica, que foi derrotado pelo
Anderlecht em 1982/83
1ª final de Liga Europa da história do Chelsea
Ibérica? desde que a Copa da UEFA passou a ser denominada Liga Europa, apenas
clubes da Península Ibérica conquistaram o torneio - Atlético de Madri (2) e
Porto (1). O Benfica pode manter a tendência.
Confrontos
Chelsea x Benfica só
se enfrentaram duas vezes em competições europeias. Foi na temporada passada,
nas quartas de final da Liga dos Campeões. Os ingleses venceram os dois jogos:
1 a 0 e 2 a 1.
FRASES
“Eu não vejo um
favorito. Creio que vai ser uma final interessante para todos. Eles têm
experiência em finais europeias, mas nós também temos”, Rafa Benítez, treinador
do Chelsea.
“Todos nós aqui, tanto
os que estão aqui há muito tempo quanto os que estão há menos tempo, queremos
ganhar este troféu para o Chelsea”, Frank Lampard, meia histórico dos Blues.
“Na minha opinião, os
melhores times da Liga Europa chegaram à final”, Jorge Jesus, treinador do
Benfica.
“Nós podemos fazer
história para um clube da importância do Benfica”, Luisão, capitão benfiquista.
sábado, 11 de maio de 2013
O jogo que vai parar Portugal
Porto x Benfica fazem hoje um
clássico decisivo no estádio do Dragão. Os portistas vão atrás da vitória para
darem a reviravolta a duas rodadas do fim e partirem para o tricampeonato. Já
os vermelhos, podem se sagrar campeões na casa do rival, caso vençam no estádio
onde já não ganham pelo Campeonato há oito anos.
Quando entrou em campo, na última segunda-feira (6), em um estádio da
Luz lotado com 60.897 torcedores, o Benfica imaginava que os 90 minutos do
confronto com o Estoril seriam meramente protocolares. Com quatro pontos de
vantagem sobre o histórico rival Porto, os encarnados acreditavam que a vitória
frente aos “Canarinhos” eram favas contadas e que manteriam a distância sobre o
rival faltando apenas duas rodadas para terminar o Campeonato Português. Em
busca de uma vaga na Liga Europa, o Estoril, entretanto, não fez papel de
figurante e arrancou um empate, tirando dois pontos ao time comandado por Jorge
Jesus. Com o resultado, o clube lisboeta viu a diferença para o rival do Norte
cair para apenas dois pontos, às vésperas do grande clássico no estádio do
Dragão. Hoje, a partir das 16h30, a bola rola na cidade do Porto. E Portugal
vai parar. Se vencer, o Benfica será campeão pela primeira vez no campo do
maior rival. Mas se os azuis e brancos fizerem valer a tradição e triunfarem em
casa, ultrapassarão o Benfica e ficarão a mais uma vitória do tricampeonato.
Os dois times praticamente não se desgrudaram na classificação desde a
primeira rodada. Na estreia, ambos empataram. O Porto, fora de casa, com o
Guimarães (0 a 0) e o Benfica, em casa, com Braga (2 a 2). A partir da segunda
rodada, contudo, começaram a rivalizar pela primeira colocação do campeonato,
que dividiram em igualdade pontual até a 21ª rodada. Foi quando os portistas
tropeçaram diante do Sporting, em Lisboa, não passando do 0 a 0. Os encarnados
venceram o Beira-Mar por 1 a 0 e se isolaram no topo da tabela, onde se
encontram até hoje. Pelo meio, os Dragões ainda perderam mais dois pontos,
depois do empate em 1 a 1 com o Marítimo, na Ilha da Madeira.
Na história do futebol português, em 78 edições do Campeonato, apenas em
sete ocasiões o time que chegou à penúltima rodada na liderança perdeu o
título. O Benfica foi o último clube a conseguir a reviravolta, na temporada
2004/05, batendo o rival lisboeta Sporting. No que toca à grande rivalidade
lusitana, apenas o Porto já aplicou reviravoltas. Sim, no plural. Foram três.
Em 1958/59, 1978/79 e a última em 1985/86. Se vencer diante de um estádio do
Dragão que estará lotado (os ingressos se esgotaram com três dias de
antecedência), os azuis e brancos poderão aprontar a quarta reviravolta sobre o
histórico oponente.
Campeão na casa do rival
Mesmo preocupados com o jogo na casa do rival – e essa preocupação era
visível no semblante do técnico Jorge Jesus, dos atletas e dos torcedores ao
final do jogo com o Estoril – o Benfica tem uma motivação extra para o jogo
deste sábado. Se bater o Porto, o clube da capital conquistará o campeonato
dentro da casa daquele que é o seu maior oponente nas competições nacionais.
Este feito seria histórico para os encarnados, que em 2009/10 bateram na trave,
também na penúltima rodada. Em compensação, os Dragões já gritaram “campeões,
nós somos campeões” em duas oportunidades em Lisboa, a mais recente delas na
temporada 2010/11.
1939/40 o Porto,
treinado por Mihaly Siska, brigava com o Sporting pelo título. Na última
rodada, o difícil embate com o Benfica, em seu antigo campo, Estádio das
Amoreiras. Os portistas venceram, 3 a 2, e conquistaram o tricampeonato.
2010/11 no dia 3
de abril de 2011, Benfica x Porto se enfrentavam pela 25ª rodada. O Porto voava
em uma temporada histórica. Uma vitória azul e branca valeria o título com
cinco rodadas de antecedência. Com um gol contra do goleiro espanhol Roberto e
um de pênalti do brasileiro Hulk, o Porto fez 2 a 1 (Saviola descontou, também
de pênalti) e fez a festa em pleno estádio da Luz. Os benfiquistas, em atitude
antidesportiva, apagaram as luzes do estádio e ligaram o sistema de irrigação
do gramado, na tentativa de estragar a celebração dos Dragões. Não adiantou e
foi motivo de chacota ainda maior.
Na trave - 2009/10 penúltima rodada do campeonato. O Benfica briga com o Braga pelo título. Os encarnados vão ao Dragão precisando de uma vitória para conquistarem o campeonato de forma antecipada. Mesmo com um a menos quase todo o segundo tempo, o Porto venceu por 3 a 1 e adiou a festa.
Oito anos de jejum
Para ser campeão na casa do Porto, o Benfica precisa fazer algo que não
consegue realizar, pelo Campeonato, há quase oito anos. Bater o rival no estádio do Dragão. A
última vitória dos encarnados na cidade do Norte de Portugal foi em outubro de
2005, na temporada 2005/06, 2 a 0. De lá para cá, foram seis jogos, com quatro
vitórias portistas e dois empates. Dentre as vitórias dos Dragões, está o 5 a 0
aplicado pelo timaço de Hulk e Falcao, comandado por André Villas-Boas.
Histórico de confrontos
224 jogos
87 vitórias do Porto
82 vitórias do Benfica
55 empates
Confrontos no Porto (pelo
Campeonato)
78 jogos
47 vitórias do Porto
12 vitórias do Benfica
19 empates
Campeão invicto
![]() |
| Benfica de 1972/73 e Porto de 2010/11, os campeões invictos de Portugal |
Na história do Campeonato Português, apenas duas vezes é que houve
campeão invicto. Este ano, o feito pode se repetir. Benfica e Porto ainda não
perderam na competição.Os encarnados venceram 23 partidas e empataram cinco,
nos 28 jogos que disputaram. Já os portistas somam 22 vitórias e seis empates.
Para ser tircampeão, o Porto precisa de duas vitórias nas duas últimas rodadas,
o que o tornaria campeão invicto. O Benfica também pode ser campeão invicto,
basta que empate no Dragão e depois vença o Moreirense na última rodada.
1972/73 ano em que
o Benfica foi campeão invicto, com 28 vitórias e 2 empates, em 30 rodadas.
2010/11 ano em que
o Porto igualou o feito do rival, conquistando o campeonato de forma invicta,
mas com 27 vitórias e 3 empates em 30 rodadas.
Vice-campeão invicto?
É possível de ocorrer. O Porto poderá ser vice-campeão invicto, pois
pode empatar com o Benfica, vencer o Paços de Ferreira na última rodada e
terminar o campeonato dois pontos atrás do rival, mesmo sem ter sofrido
derrotas. Fato curioso, porém não seria inédito.
1977/78 o Porto
foi campeão com 22 vitórias, 7 empates e 1 derrota, somando 51 pontos. O
Benfica somou os mesmos 51 pontos do rival, com 21 vitórias e 9 empates, mas
perdeu o título no saldo de gols: 60 x 45.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Conheça o Sporting, adversário do Náutico na inauguração da Arena Pernambuco
Segundo
os dirigentes alvirrubros, o Porto, clube que conquistou 19 campeonatos
portugueses nos últimos 30 anos, não pôde vir devido a uma incompatibilidade de
datas. Por isso, a alternativa terminou sendo o Sporting, que tem 18 títulos
portugueses em toda a sua história, mas só 2 nos últimos 30 anos. Conheça um
breve resumo histórico do Sporting, um grande português que atravessa uma fase
de muito sacrifício e de poucos títulos.
Gigante em decadência
Fundado em 1906, o Sporting Clube de Portugal tem alguns pontos em comum
com o Náutico. Assim como o Timbu é o terceiro clube em títulos e torcidas de
Pernambuco, os Leões são, atualmente, o terceiro clube português. Além disso, o
Sporting também tem sua história associada à elite de Lisboa, da mesma forma
como por muitas décadas o Náutico representou a elite recifense. Apelidado de
“Clube dos Viscondes”, que tem no Visconde José de Alvalade como fundador e
primeiro sócio, o Sporting conquistou 18 títulos portugueses e 1 Recopa
Europeia, 1963/64. O período de glórias dos sportinguistas aconteceu entre as
décadas de 1940 e 50, quando conquistaram 11 dos 18 campeonatos de sua
história, incluindo o tetracampeonato (1951 a 1954). Nos últimos anos,
entretanto, o clube lisboeta vive um período de extrema decadência. Em 31
campeonatos, conquistou apenas dois títulos, o último deles em 2002. Para além
do fato de ter conquistado apenas dois títulos, o Sporting ficou fora das três
primeiras posições nove vezes, contando com a campanha da atual temporada, a
pior de sua história. Em 2012/13, a equipe ocupa a oitava posição (entre 16
participantes), com apenas 36 pontos - são 38 pontos a menos que o Benfica e 36
que o Porto.
Os cinco violinos
Nas temporadas 1950/1951, 1951/52, 1952/53 e 1953/54 o Sporting
conquistou uma das maiores sequências de títulos do futebol português, o
tetracampeonato - feito que só foi superado em 1999, pelo pentacampeonato do
Porto, e igualado pelo mesmo Porto em 2009. A linha de frente do time leonino,
formada por cinco atacantes, ficou marcada na história do clube, que ficou
conhecido como “Os cinco violinos”: Jesus Correia, Manuel Vasques, Fernando
Peyroteo, José Travassos e Albano.
Luís Figo e Cristiano Ronaldo
Duas crias das categorias de base do Sporting são motivos de orgulho
para os leoninos. Luís Figo, melhor jogador do mundo em 2001, e o astro
Cristiano Ronaldo, melhor do mundo em 2008, brilharam primeiro em Alvalade
antes de conquistarem o mundo.
Jardel
Ídolo do Porto, onde foi tricampeão e quatro vezes artilheiro do
Português, o centroavante Jardel retornou a Portugal, após passagem pelo
Galatasaray, vestindo a camisa do Sporting. E com o clube de Alvalade, o
brasileiro fez história. Com 42 gols marcados, em 30 jogos, Jardel foi o
protagonista do último título português do Sporting.
Rui Patrício
Do atual elenco sportinguista, o único jogador que se destaca é o
goleiro Rui Patrício, nome habitual nas convocações da seleção portuguesa.
O estádio
O novo estádio José de Alvalade foi construído para sediar jogos da Euro
2004, realizada em Portugal. Com capacidade para 50.049 espectadores, o
Alvalade foi inaugurado em 6 de agosto de 2003, com a partida Sporting 3 a 1
Manchester United. O local recebeu a final da Copa da UEFA 2004/05, em que o
próprio Sporting esteve presente e perdeu para o CSKA Moscou (3 a 1). Campeão
português pela última vez em 2002, os sportinguistas jamais gritaram “campeões,
nós somos campeões” em seu novo estádio.
Títulos
1 Recopa Europeia
18 Campeonatos portugueses
15 Copas de Portugal
7 Supercopas portuguesas
4 Campeonatos de Portugal*
*O Campeonato de Portugal é considerado como a competição antecessora da
Copa de Portugal.
Assinar:
Postagens (Atom)














